Melhores práticas e dicas de utilização do E-mail Marketing
Posted On quarta-feira, 6 de julho de 2011 at às 06:17 by José Felipe Jr.Ferramenta é fundamental para integrar comunicação, mas deve ser usada de forma moderada e com permissão dos usuários
É possível tornar a comunicação mais rápida, fácil e eficaz. Hoje, o e-mail marketing é um dos canais mais eficientes para complementar as ações de propaganda digital, já que usuários de redes sociais são leitores mais frequentes de e-mails. Além disso, plataformas móveis, como smartphones e tablets, estão se popularizando e tornando-se uma importante ferramenta para leitura de mensagens na web. Dessa maneira, é necessário entender como e-mails, redes sociais e dispositivos móveis se relacionam e traçar uma estratégia de comunicação.
“A comunicação com o público, seja promocional ou de relacionamento, se integrada aos diferentes canais, não só terá uma cobertura mais ampla, como também otimizará as chances de impactar o cliente. Como exemplo, se ele não teve a chance de ver a sua promoção em sua rede social preferida, de forma espontânea, recebeu o seu e-mail e, através dele, entrou em sua Fan Page”, analisa Regina Garrido, gerente de Serviços Avançados em Marketing Digital da Frontier Digital Business.
Como exemplo, um e-mail pode ser enviado com uma oferta especial para quem se cadastrou e incluiu o número do celular para utilizar este canal de comunicação. Alguns dias depois, a mesma empresa pode enviar um SMS com uma oferta mais agressiva. “Um concurso cultural pode prever a inscrição e participação através do envio de um SMS, com acompanhamento pelo site, e possibilidade de cadastro para receber resultados por e-mail. Para maior efetividade de sua campanha, a comunicação com múltiplos canais deve ser sequencial”, afirma Regina.
O e-mail marketing torna-se fundamental para a integração da comunicação: pela rastreabilidade/mensurabilidade, custo-benefício, encadeamento da comunicação, personalização da mensagem, praticidade e segmentação. O benefício de se mensurar resultados de interação possibilita identificar quais redes sociais têm mais sinergia com o público de sua empresa e definir estratégia que provoque resultados mais rápidos.
Para que a comunicação por e-mail seja realmente integrada às redes sociais, a dica, segundo Regina, é seguir a regra: conectar, compartilhar e anunciar. Conectar é inserir as redes sociais em sua página, levando o público-alvo a visitá-la, o que muitas empresas já fazem. Depois, incentivar a pessoa a compartilhar a sua promoção, conteúdo ou notícia nas redes sociais. E anunciar é incluir partes de mídias sociais e seu e-mail para tornar o conteúdo mais interessante, atrativo e dinâmico.
“Como exemplos, pode-se colocar, em seus e-mails, posts recentes de seu público nas redes sociais, adotar em seu e-mail uma comunicação visual “emprestada” das redes sociais, usando balões de conversa, avatares, grandes aspas, fotos do autor e ícones das redes sociais. E, para que a sua comunicação esteja integrada, preocupe-se com os formatos das peças de e-mail para leitura em dispositivos móveis. Outra dica é envolver o público em ações que o motive a indicá-las por e-mail, publicar em suas páginas nas redes sociais e compartilhar com seus amigos nas redes”, afirma Regina.
Há muitas redes sociais, como Orkut, Twitter, Facebook, YouTube, LinkedIn, entre outras, mas tudo depende dos objetivos de marketing. O mais importante é conhecer o seu público e saber ‘por onde ele anda’.
“Se o seu potencial cliente abandonou o carrinho de compra, automatize um e-mail com uma oferta mais agressiva para quem parou neste ponto do fluxo do seu e-commerce. Quer chamar a atenção por e-mail antes que ele delete sua mensagem? Identifique-se no nome do remetente de uma forma que ele o reconheça e adote um assunto interessante, sem ser apelativo demais, como colocar o preço no assunto”, orienta a especialista.
Cada vez mais o e-mail marketing está se profissionalizando. Segundo os Indicadores ABEMD de E-mail Marketing, 60% das empresas abordadas em estudo têm a intenção de investir numa solução de gestão e envio deste tipo de ferramenta, e 31% nos 6 meses posteriores à pesquisa. “A realidade da comunicação e relacionamento online é “aqui e agora”. A sua empresa já está preparada?”, questiona Regina.
Relevância e permissão
A segmentação da comunicação a torna mais relevante e assertiva, com consequente ROI mais atrativo. Se você falar com parte do seu público de forma direcionada, além de otimizar os resultados, não estará saturando as pessoas com uma alta frequência de e-mail, e uma comunicação que não é de fato para ele.
“A segmentação não deve se basear só em dados de perfil (demográficos, socioeconômicos e geográficos), mas também em preferências e estilo de vida (psicográficos) e comportamento. Se for possível, faça uso de modelos preditivos, que é a análise de um conjunto de dados atuais e históricos para definir uma regra que permita predizer uma determinada predisposição de um outro perfil para a mesma ação. A quantidade de e-mails recebida por dia está cada vez maior. Como você vai atrair a atenção do seu público sem ser relevante para ele?”, enfoca Stamatios.
A personalização dessa ferramenta de comunicação é parte importante, mas não única. “Eu considero mais relevante manter uma comunicação adequada e segmentada. E-mail marketing está diretamente ligado à database marketing, ou seja, você consegue ter atributos em seu banco de dados que permitem fazer uma comunicação dirigida. Estes atributos podem ser desde sexo, idade e localização até interesses definidos pelo próprio usuário ou por seu padrão de compra”, explica o empresário.
O mobile marketing está associado principalmente ao uso de SMS na comunicação, porém, de acordo com Stamatios, há dificuldades neste processo, que variam desde o alto custo à restrição de envio por parte das operadoras. Com a crescente adoção dos smartphones, as pessoas passaram a ler mais e-mails nos telefones. “Os melhores smartphones permitem que os e-mails sejam lidos sem modificações no seu conteúdo, porém, se você usa ferramenta de e-mail marketing que identifica o leitor do usuário, pode-se filtrar e enviar comunicações mais condizentes com o espaço de leitura reduzido dos aparelhos.”
A grande vantagem do e-mail marketing como meio de comunicação é conseguir enxergar resultados e retorno de investimentos. “É possível saber como anda a taxa de leitura dos e-mails, taxa de cliques em links, reclamações e também medir resultados após o clique em um link. Você pode criar indicadores e assim mensurar até o ROI de uma campanha”, afirma o especialista.
Portal HSM
Qual é o problema?
Posted On domingo, 3 de julho de 2011 at às 15:13 by José Felipe Jr.o cotidiano de um lider/gerente é resolver problemas. Aliás, se eles não existissem, não precisaríamos de lideres/gerentes e tudo poderia ser operado através de máquinas ou robôs. Por essa razão, sempre que alguém lhe apresentar um problema para ser resolvido, agradeça porque isso mostra que você continua sendo importante para a organização que você faz parte.
Mas o que vem a ser um problema? Segundo o professor Falconi afirmou em seu livro “O Verdadeiro Poder”, “Problema é um resultado indesejável”. Portanto, todos que desejam realmente melhorar suas empresas devem estar cheios de problemas. Diante disso, a pergunta passa a ser como resolvemos os problemas?
O primeiro passo para resolver um problema é o mais simples, mas é também o mais dificil, não pela sua complexidade, mas sim por ser complicado. Esse primeiro passo é RECONHECER a existência do problema. Esse passo é complicado porque é sempre muito dificil para as organizações reconhecerem a existência de um problema, pois isso envolve questões politicas, vaidades e, principalmente, o medo de ficar exposto dentro de um ambiente de competição exarcebado dentro das empresas.
Como consultor de projetos vivenciei muitas situações em que o projeto se arrastava e quando eu perguntava porque ele se encontrava nessa situação e qual era o problema, a resposta invariavelmente que estava tudo bem e que não havia problemas, isso mesmo depois de eu confrontar o lider do projeto mostrando que o projeto estava há muito tempo em planejamento, que faltavam várias definições importantes ou que ele havia sofrido várias prorrogações de prazo. Essa é uma situação corriqueira em várias empresas, pois sempre que encontro amigos meus em congressos, eu comento sobre esse tipo de situação e todos eles afirmam que passam o mesmo em suas respectivas empresas.
Mas sem reconhecer um problema, não é possível resolve-lo. Nesse caso, a alta administração da empresa deve dar apoio e encorajar seus líderes a reconhece-los e enfrentar de frente os problemas existentes em suas áreas de responsabilidade.
Reconhecido o problema, o próximo passo é descobrir qual é realmente o problema. Na etapa anterior, você reconheceu qual era o resultado indesejável que você precisava resolver. Agora trata-se de analisar e identificar qual é o problema.
No início de abril, viajei a São Paulo para participar do Fórum HSM de gestão e liderança. Na viagem de volta, estávamos eu e meu colega Pedro Pivoto dentro do mesmo avião para retornar para Brasília quando fomos avisados pelo comissário de bordo que precisávamos trocar de aeronave. Pensamos eu e ele que era melhor trocar de aeronave enquanto ela estava no solo e não depois.
Como estávamos nas últimas fileiras, fomos os últimos a entrar na segunda aeronave e, como era de se esperar, não havia espaço para nossas malas. Isso acontece porque muita gente não respeita o limite máximo de bagagem de mão permitido. Esse é um resultado indesejável que traz muitos problemas, pois gera incômodo para os passageiros, gera atraso nos vôos e, no nossa caso, deixa os passageiros com a sensação de mau atendimento.
A comissária do vôo olhou a bagagem e disse que ela teria que ser despachada. Disse a ela que isso era um absurdo, visto que na aeronave anterior as bagagens estavam alocados no bagageiro. Ela respondeu que isso era devido a falta de senso das pessoas em não respeitar o limite máximo de peso para bagagens de mão.
E aí vem a pergunta: Será que esse é realmente o problema? A falta de senso de comunidade em respeitar o limite de peso máximo para bagagens de mão? O que levaria uma pessoa a andar por todo um aeroporto carregando malas pesadas?
Pessoas gostam de conforto e muitas vezes estão dispostas a pagar por isso, se for de graça aí que elas gostam mesmo. Mas se elas gostam de conforto e carregar malas dentro de um aeroporto é extremamente desconfortável, por quê elas carregam malas? O que as levaria a abrir mão do conforto de despachar a mala e não ter que carrega-las pelo aeroporto?
A resposta é que elas preferem o desconforto de carregar malas do que o desconforto maior de esperar por elas na esteira de bagagem. Esse é realmente o problema. É a demora do serviço de esteira de bagagens que faz com que as pessoas não respeitem o limite de peso máximo para bagagens de mão e não sua falta de senso de comunidade.
Identificar erroneamente qual é realmente o problema leva a aplicar a solução errada, o que pode se tornar em um desastre. Nesse caso, é preciso criar dentro das empresas uma cultura de questionamento constante para identificar quais são realmente os problemas existentes dentro das empresas.
É preciso incentivar dentro das empresas uma cultura de enfrentamento dos fatos, que valorize a verdade e a gestão baseada em fatos. É preciso não ter medo de ver os fatos como eles verdadeiramente são. É a cultura onde se espera que os gerentes se comuniquem, para o time e para cima, não somente os bons resultados, mas também o que não está indo bem e precisa ser encarado como é, de tal modo que possa ser consertado. Uma cultura onde se valoriza a busca de dados e fatos para analisar eventos e não somente opinião e intuição, que também são importantes, mas não podem ser o único recurso utilizado no reconhecimento e na solução de problemas.
Existem muitas pessoas que não gostam de encarar de frente seus problemas e tem a atitude de “não quero enxergar a verdade dos fatos”. Isso as torna a iguais a medianidade dos gerentes. Se você quer ser diferente, não faça como a maioria, encare de frente a verdade. Afinal de contas, como afirmou Theodore Rubin: “O problema não é que existem problemas. O problema é esperar que seja de outra forma e pensar que ter problemas é um problema.”
fonte: http://marcelao.wordpress.com/
Internet tem cursos gratuitos para quer aprender
Posted On quarta-feira, 15 de junho de 2011 at às 08:53 by José Felipe Jr.
Com um pouco de disciplina, vontade de aprender, computador e acesso a internet, é possível estudar e tornar seu negócio mais competitivo sem gastar.
Instituições como a Open Course Ware Consortium são exemplos disso. Ela congrega escolas, faculdades e universidades de todo o mundo e oferece cursos gratuitos de alta qualidade técnica e educacional em forma de publicações digitais.
São mais de 200 instituições educacionais associadas em todo o globo.
No Brasil, a FGV (Fundação Getulio Vargas) é conveniada. De instituições estrangeiras, tem até cursos no concorrido e respeitado MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
Outro canal importante de informação é o The Open University, website que reúne 570 cursos gratuitos, alguns até com certificado.
A maioria não exige qualificações específicas, e todo o material didático foi desenvolvido por professores e alunos dessas instituições.
Entre as centenas de assuntos abordados estão gerenciamento estratégico, negócios sustentáveis, liderança, inovação e marketing.
Veja algumas instituições que oferecem cursos gratuitos:
Fundação Getulio Vargas
A faculdade pede que o estudante preencha um cadastro caso queira receber uma declaração de término dos cursos. Para isso, é preciso acertar 7 entre 10 questões no fim das aulas.
Os cursos têm, em média, de 5 horas a 15 horas de duração. Entre os ofertados estão "Fundamentos de Gestão de Custos", com as principais diferenças entre as contabilidades gerencial e financeira; "Produto, Marca e Serviços", que agrega desde design de embalagem até análise de marcas; e "Fundamentos da Gestão de TI", com conceitos do papel da tecnologia nos negócios.
Kutztown University of Pennsylvania
Com uma lista com 90 cursos on-line gratuitos, tem um que ensina a elaborar plano de negócios, além de abordar gestão e planejamento estratégico. Outro apresenta técnicas de gerenciamento. Conta ainda com cursos específicos na área de finanças e sobre negócios internacionais.
MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)
Além de cursos, o MIT disponibiliza uma série de materiais para livre consulta como estudos de caso, notas industriais e simulações de gerenciamento que foram utilizadas nas aulas do instituto. Elas estão disponíveis com licença do "creative commons", um projeto mundial que permite a cópia e disseminação das informações para fins não comerciais, com a autorização prévia dos autores.
A maior parte desse material engloba gerenciamento estratégico, negócios sustentáveis, liderança, inovação. Todo conteúdo está em inglês.
Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)
O Sebrae tem um braço educacional voltado ao empreendedor. Os cursos vão desde como aprender a empreender até questões mais técnicas como planejamento financeiro, noções de excelência, uso da internet em pequenos negócios, gestão de cooperativas e até atendimento ao cliente.
The Open University
Na área de negócios, há cursos de finanças, marketing, gerenciamento e comunicação empresarial. A maior parte deles está organizada em etapas. Isso permite que estudantes iniciantes comecem seus estudos pelo primeiro módulo e evoluam aos níveis mais qualificados. O conteúdo está em inglês.
(*) Fonte: Folha de São Paulo
Orkut ontem, Facebook hoje e amanhã?
Posted On sexta-feira, 27 de maio de 2011 at às 16:42 by José Felipe Jr.
Bem-sucedido na internet e nas telas dos cinemas, o Facebook também está ganhando adeptos e chamando atenção no Brasil. De maneira sorrateira e constante, a maior rede social do mundo está crescendo rapidamente no Brasil e deve desbancar o Orkut num curto espaço de tempo.
Ao que tudo indica, a virada deve acontecer já em 2011 ou no máximo em 2012, pelas taxas de crescimento que o Facebook tem apresentado por aqui. Tanto isso é verdade que a Ford estrelou sua campanha do New Fiesta focada no site de Zuckerberg e com um slogan que remete a uma de suas funcionalidades (o botão “curtir”): “Chegou o carro que o mundo inteiro está curtindo”.
O Brasil, pelo tamanho do seu mercado e pela quantidade de horas que os internautas ficam conectados em redes sociais, é estratégico para qualquer gigante da internet, além de não ter os inconvenientes de se lidar com a censura, como no caso da China, por exemplo.
O Facebook demorou a focar seus esforços por aqui, deixando espaço para que o Orkut avançasse e se tornasse a rede social preferida dos brasileiros. No entanto, esta realidade está mudando tão rapidamente quanto o ambiente virtual.
Da mesma forma como se expandiu viralmente pelas universidades americanas, o Facebook tem ganhado mais adeptos brasileiros todos os dias, o que tem sido ajudado pelas ferramentas que o site disponibiliza para importação de contatos do Yahoo!, Hotmail, Skype, entre outros. Porém, somente o boca-a-boca e estas funcionalidades não explicariam seu crescimento. Afinal, por que Myspace, Bebo ou Hi5 não tiveram o mesmo sucesso? É importante analisar as diferenças entre Facebook e seus concorrentes para entender as razões de seu crescimento no mundo e também no Brasil.
Em primeiro lugar, o site criado por Zuckerberg tem uma espinha dorsal bastante poderosa: o feed de notícias. Ao contrário do que fazem seus concorrentes diretos, o Facebook coloca em evidência as atualizações feitas pelos usuários (e também pelos amigos deles), deixando o ambiente altamente colaborativo e interativo. O efeito imediato é que, sempre ao se acessar a home page, nada estará igual, porque diversas atualizações acontecem minuto a minuto, o que é essencial para que se mantenha o tráfego constante no site.
Afinal, ninguém gosta de ler jornal de ontem. Todo mundo está sempre procurando alguma novidade: um link para clicar, um vídeo para assistir, uma foto do último happy hour para curtir ou uma dica de restaurante para levar a namorada para jantar.
O Facebook, inteligentemente, trouxe a conversa entre amigos para o ambiente virtual, onde se pode saber de tudo sem sair de casa ou de qualquer lugar pelo celular. E, por isso, juntou diversas funcionalidades, como o compartilhamento de fotos, links, mensagens, vídeos, eventos, causas e muitos outros em um único lugar, ao contrário das outras redes sociais, deixando seu site muito mais dinâmico.
O Orkut, por sua vez, possuía até há pouco tempo apenas um scrapbook, no qual o usuário poderia deixar mensagens para seus amigos, algo mais próximo da web tradicional e do email do que do ambiente colaborativo da Web 2.0. Somente recentemente o Google adicionou um espaço para as atualizações dos usuários, mas que deixa muito a desejar se comparado com o ambiente do Facebook. A página inicial ainda está estática, sem graça, fazendo com que os internautas se cansem logo dela.
Outro concorrente, o Twitter, tem uma estrutura simples, focando mais no compartilhamento de mensagens e notícias online (mas com limite de caracteres, o que o levou a ser apelidado de “microblog”) e menos nas complexas trocas de experiências entre usuários.
Por conta disso, é largamente usado por jornalistas, celebridades e políticos (justamente aqueles que têm mais necessidade de se expor para o público em geral). A sua capacidade de atração de usuários que desejam trocar informações pessoais com amigos, juntamente com fotos ou vídeos, porém, é bastante limitada.
Para minimizar esta desvantagem e a fim de evitar um revés futuro com uma possível perda de seguidores, a empresa mudou recentemente sua página inicial acrescentando novas funcionalidades e permitindo o compartilhamento de fotos.
Mesmo assim, ao contrário do Orkut, o Twitter está melhor posicionado no mercado virtual por focar num segmento específico, não tendo pretensão de atuar como uma rede social, mas sim como um provedor de notícias instantâneas.
Outro fator de diferenciação do Facebook é seu bate-papo incorporado ao site, facilitando a troca de mensagens entre amigos - o que é uma clara ameaça ao MSN. Afinal, o software da Microsoft é apenas um comunicador com funções limitadas, não permitindo uma troca de experiências mais aprofundadas entre seus integrantes, como numa rede social. Além disso, a vantagem do bate-papo do Facebook frente ao Messenger é que ele permite que o usuário possa conversar com todos os seus amigos automaticamente, sem a necessidade de ter de procurar seus emails para adicioná-los, além de ser fácil e rápido de usar.
É claro que ainda é uma versão bastante simples e sem muitas funcionalidades (se comparada ao MSN), mas é somente uma questão de tempo para que o Facebook incorpore melhorias. Um reflexo desta situação foi a reação do Messenger na sua versão 2011, com a incorporação de uma funcionalidade nova de integração do programa com os feeds das redes sociais, tentando minimizar seu isolamento. No entanto, esta reação tardia poderá ser insuficiente e o MSN talvez acabe seguindo o mesmo caminho do ICQ.
Em terceiro lugar, o Facebook soube alavancar seu site mantendo-se fiel às suas origens; ou seja, por meio da filosofia do open source, ou código aberto (que é a base do Linux, por exemplo). Desenvolvedores do mundo inteiro passaram a usar a rede social como uma plataforma, criando milhares de aplicativos para serem utilizados gratuitamente pelos seus usuários.
Um exemplo disso são os jogos online desenvolvidos pela Zynga, empresa norte-americana de São Francisco fundada em 2007. Entre eles, estão os famosos Farmville e Mafia Wars. Os números impressionam: são mais de 350 milhões de usuários ativos por mês e mais de 65 milhões que acessam seus jogos todos os dias. Ou seja, trata-se de uma simbiose, na qual tanto a rede social quanto o desenvolvedor ganham.
Enquanto o Facebook atrai internautas e hospeda o aplicativo, o desenvolvedor gera tráfego e fideliza os usuários, fazendo com que se acostumem a acessar o site diariamente. E tudo isso foi construído tendo como base o open source, que foi acertadamente adotado desde o início pelo Facebook. Por outro lado, as outras redes sociais concorrentes não souberam explorar este aspecto no princípio e acabaram sendo forçadas a também abrir seus códigos para não ficarem para trás.
Se por um lado uma plataforma aberta para desenvolvedores contribuiu positivamente para o sucesso do Facebook, por outro a privacidade dos usuários também foi igualmente essencial. A lógica de construção da rede social de Zuckerberg é baseada na premissa de que seus usuários desejam se conectar apenas a pessoas que conheçam, ou seja, seus amigos.
Como num clube, o que importa é a exclusividade. Portanto, é necessário ter realmente algum tipo de vínculo com algum conhecido para que seja possível adicioná-lo. A busca é feita através dos contatos armazenados nos serviços de email ou no perfil de amigos.
O Orkut, por outro lado, acabou pisando muito na bola neste aspecto, já que a toda hora uma pessoa desconhecida poderia enviar um pedido de amizade e inúmeros perfis falsos se espalharam pelo seu banco de dados.
Inclusive, a perda de controle foi tamanha que o Google teve que se explicar diversas vezes frente à justiça brasileira, uma vez que suas páginas abrigavam pedófilos, criminosos, racistas entre outros. Esta situação contribuiu para a divulgação de uma imagem negativa do Orkut no país, ao passo que o Facebook, com sua estrutura mais reservada, não sofreu do mesmo problema.
Em quinto lugar, o desenho do Facebook e de suas funcionalidades é bastante simples, fácil de usar e intuitivo. Quem começa a acessá-lo não demora muito para aprender sua lógica e a se tornar um especialista no assunto.
Como parte desta estratégia de simplicidade, surgiram algumas sacadas geniais, como os botões ”curtir” (o vedete da campanha da Ford) e “cutucar”, que permitem aos usuários chamar a atenção de outras pessoas, mas de uma forma irreverente. Nenhuma outra rede social possui estas inovações, o que coloca o Facebook na frente mais uma vez.
Como contraponto, o Myspace, por exemplo, é bastante confuso, carregado de imagens, vídeos, anúncios por todos os lados e com uma navegação pouco intuitiva. Recentemente, passou por uma repaginação exatamente para se tornar mais fácil de usar e com uma aparência mais clean, visando estancar sua perda de usuários para o Facebook.
Aliás, também acabou reposicionando sua marca, não tendo mais como estratégia ser uma rede social de uso generalizado, mas sim relacionada à música e voltada para um público mais jovem, numa tentativa de reverter os estragos feitos pelo seu principal concorrente.
Desta forma, o Myspace se reinventou adotando uma estratégia acertada, com foco num segmento diferente do mercado e com um novo posicionamento, evitando, portanto, que seu fim fosse decretado no futuro próximo, como parece ser o caso do Bebo.
Em conclusão, o Facebook passou a reinar sozinho no mundo das redes sociais por ser claramente um produto superior aos outros em diversos aspectos: acessibilidade, rapidez, simplicidade, inovação, exclusividade, irreverência, atualização e compartilhamento.
Twitter e Myspace não rivalizarão muito com sua liderança e deverão sobreviver porque adotaram posicionamentos claros e voltados para segmentos específicos. Por outro lado, o Orkut está seriamente ameaçado pelo fato de focar no mesmo público do Facebook e de oferecer as mesmas funcionalidades, mas com um produto inferior.
Caso não mude seu foco, deverá perder espaço rapidamente, o que já ocorreu em mercados em que era líder, como na Índia. Assim como o Orkut, o MSN também está em risco, ainda que menor, já que a tendência é que mais e mais pessoas passem a usar o comunicador integrado à rede social.
Finalmente, analisando-se o Facebook por um ângulo sociológico, foi a rede social que mais facilitou a interação entre as pessoas, estimulando uma intensificação da comunicação que era inimaginável pouco tempo atrás. Porém, esta necessidade básica de se comunicar é algo estático, imutável, mas não a forma de satisfazê-la, que estará sempre em movimento. Ou seja, não basta ao Facebook ser bom hoje, é importante estar em constante mudança no ambiente virtual para ser bom amanhã também.
Existem diversos exemplos de marcas e empresas que não conseguiram inovar ou mostrar mais valor ao consumidor: Netscape (navegador), HotBot (buscador), Napster (P2P), Geocities (construção de sites) ou Google Answers (serviço de respostas). Portanto, o sucesso futuro do Facebook dependerá de sua capacidade de se reinventar constantemente e de encontrar formas de interação melhores com seus usuários.
Caso contrário, sempre haverá um garoto de 20 anos de Harvard pronto para criar um site mais inovador e cool, que satisfará melhor as necessidades dos seus clientes e se tornará o Facebook do futuro.
Antonio Pedro Alves (Formado em administração pela FGV, com MBA em Marketing pela FIA-USP. Atuou em diversas multinacionais, na venda direta, na indústria e no varejo, entre elas Avon, Reckitt Benckiser, Wal-Mart e Grupo Pão de Açúcar. É executivo de marketing, palestrante e editor-chefe do Venda Muito Mais e do Blog de Marketing Vendendo Bem).
