Dicas de comunicação eficaz (essa você não pode deixar de ler)


Recentemente fiz uma viajem de ônibus pela empresa Expresso Guaraná (fictício) para a cidade de Quixadá, que fica no sertão central do Estado.

Depois de guardar bagagem e me acomodar, o motorista entra no ônibus e faz um comunicado a todos os passageiros que vou escrever aqui mantendo o tom coloquial.

" meu nome é Marcílio (nome fictício), nós iremos para Quixadá a viagem terá cerca de 3 horas e como todos sabem é lei federal a utilização
do cinco de segurança. Caso alguém não quiser usar faça um comunicado por escrito sobre esta decisão, se acontecer alguma coisa com alguém que não estiver usando
o cinto isso não é problema meu. Inclusive se alguém não usar e acontecer algo eu pago uma multa."

Depois desse desastre de atitude e comunicação fiquei refletindo sobre alguns aspectos que queria partilhar com vocês:

1- Imposição é diferente de conscientização
A atitude do motorista foi mais de impor um comportamento do que conscientizar da importância da utilização do cinto de segurança. O cumprimento da lei era reforçado
apenas para ele não pagar multa, a segurança e integridade da pessoa ficou em segundo plano. O profissional apenas estava preocupado com ele.

2- Falta de consciência da missão da instituição
A empresa tem como missão prestar serviços de qualidade em transportes de pessoas, através de sistema de gestão, ética, respeito ao social... Onde está
a qualidade do serviço prestado? Onde está a missão do papel transformada em atitude pelo profissional? Sua postura foi de quem não conhece a missão da empresa e
se conhece a ignora.

3- Adesão zero
Depois do comunicado, fiquei olhando ao meu redor e não vi ninguém colocando o cinto.Quando se impõe, não se conquista, não convence.

4- Marketing negativo
Bem percebi que como cliente, precisava socializar essa experiência com meus leitores do blog, infelizmente a experiência foi negativa.
Mas quem sabe na próxima viagem a Quixadá eu conte como foi a experiência da viagem com o concorrente. cliente insatisfeito não volta mais...

Um abraço a todos!

José Felipe Jr.

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Você também é um fora da lei?

Lawrence (Larry) Lessig, defensor da redução das restrições sobre os direitos autorais, estará no Brasil nos dias 23 e 24 para o Fórum HSM de Negocição

“Estou em posição extremamente privilegiada por ter enorme liberdade para falar sobre o que acredito e devo usar esse privilégio para fazer algo útil para nossa sociedade”, afirma Lawrence (Larry) Lessig. Defensor da redução das restrições sobre os direitos autorais, marcas registradas e espectro de frequência de rádio, o professor das faculdades de direito de Harvard e Stanford será um dos palestrantes do Fórum HSM Negociação 3.0, que será realizado nos dias 23 e 24 de agosto, em São Paulo. Sua apresentação recebeu um título provocador: “Quem é o dono de sua marca?”.

“A quem pertence o quê” e o que é, de fato, criação, são algumas das intrigantes perguntas que a Era Digital nos coloca. Em seu livro Free Culture: how big media uses technology and the Law to lock down culture and control creativity, Lessig chama a atenção para o fato de que a tecnologia digital confere aos indivíduos muito mais poder para criar em cima de criações já existentes. “Poder” sim, em termos de recursos e capacidade, mas “direito” quase sempre não. Simplesmente, porque a lei, em tese, protege os autores e proíbe o uso de suas obras. Na prática, porém, os usuários geralmente não se atêm às restrições.

Durante palestra ministrada ao TED, Lessig, que é economista, administrador de empresas, mestre em filosofia e doutor em direito, destacou que, com a democratização da técnica, praticamente qualquer pessoa pode combinar sons e imagens da cultura e usá-los para passar sua própria mensagem. Então, cada uso produz uma cópia que exigiria permissão. Como a permissão não é solicitada nem concedida, o internauta que combina conteúdos é um invasor.

Ele analisou o comportamento das crianças e dos jovens na atualidade e fez um chamado à realidade: “Temos que reconhecer que eles são diferentes de nós. Nós assistíamos à TV, eles fazem TV. A tecnologia os tornou diferentes”. Para Lessig, as ferramentas de criatividade se tornaram ferramentas de discurso. “É a alfabetização dessa geração. É assim que nossas crianças falam. É como nossas crianças pensam; é o que nossas crianças são, conforme mais compreendem as tecnologias digitais e seus relacionamentos entre si”.

Se essa é uma realidade inescapável, se não podemos tornar os jovens passivos como eram as gerações anteriores, também não podemos torná-los piratas: “As pessoas comuns vivem hoje fora da lei, e é isso que nós estamos fazendo com nossos filhos. Eles vivem sabendo que estão contra as leis, o que é uma percepção extremamente corrosiva. Em uma democracia, nós temos de ser capazes de ser melhores do que isso”, reflete Lessig. É por esse motivo que defende um modelo no qual alguns direitos são reservados, outros são liberados ao público.

Creative Commons

O final do século 20 assistiu ao início do questionamento à frase (ou à ideia) “Todos os direitos reservados”. Hoje, quem não é a favor dela não necessariamente é a favor da pirataria ou contra os direitos autorais, pois há um terreno intermediário no qual nem todos os direitos têm de ser reservados. Trata-se do Creative Commons, sistema de licenciamento pelo qual o autor da obra determina se ela pode, por exemplo, ser reproduzida apenas com a menção da autoria, se pode ser usada para produção de uma obra derivada ou se pode ser utilizada em fins comerciais.

Presente em cerca de 80 países e reunindo 350 milhões de objetos na web, o Creative Commons vem fazendo sucesso, por exemplo, no Oriente Médio. Em entrevista concedida à Wipo Magazine, Lessig, um dos fundadores da Creative Commons, contou que Egito, Jordância, Líbano, Qatar e Emirados Árabes já processam licenças Creative Commons. “É muito interessante que, nesses países, elas encorajam o respeito aos direitos autorais”. A razão para isso, segundo o entrevistado, é a moderação, isto é, o equilíbrio entre restrições e permissões. “É uma maneira de construir respeito pelos direitos autorais.”

A rede de televisão Al Jazeera, do Qatar, liberou, no ano passado, um grande volume de material em vídeo sob a licença de atribuição (cuja única exigência é dar os créditos ao criador). O benefício comercial é da Al Jazeera, pois sua marca é difundida. No Brasil, por meio de uma licença Creative Commons, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo permite, desde o dia 7 de junho, que o material didático por ela produzido possa ser utilizado por outros municípios, desde que não seja para fins comerciais.

Lessig ressalta que alguns negócios não poderiam existir, não fosse a licença moderada da Creative Commons. É o caso dos sites de remixagem de músicas. Se as músicas não fossem licenciadas pela Creative Commons, o negócio seria ilegal.

Em relação aos caminhos futuros, ele explica que há duas vias: ou tornamos mais rigorosa a guerra para manter a estrutura atual em torno da propriedade intelectual, o que ensejará mais rejeição aos direitos autorais por parte do público, ou pensamos em uma arquitetura mais sensata para a era digital, que assegure que os incentivos sejam mantidos, ao mesmo tempo em que a liberdade é garantida. “Se o regime de direitos autorais focar as pessoas a quem deve ajudar, que são os artistas e criadores, e construir um sistema que lhes dê liberdade de escolha, de proteção e de recompensa por sua criatividade, então teremos o foco certo”, explica.

Para o acadêmico e ativista político, em uma sociedade livre, as pessoas precisam ser capazes de intuir por que as leis existem, e a lei de direitos autorais não faz sentido para a maioria.

Crédito foto: Flickr

Referências:

FOLHA ONLINE. “Material didático da Prefeitura de SP será baixado de graça”. 06 jun. 2011. Disponível online em: . Acesso em 20 jul. 2011.

LESSIG, Lawrence. Free Culture: how big media uses technology and the Law to lock down culture and control creativity. Nova York: The Penguin Press, 2004.

TED TALKS. “Larry Lessig on laws that choke creativity”. Vídeo disponível online em . Acesso em 20 jul. 2011.

WIPO MAGAZINE. “Interview with Lawrence Lessig”. Fev. 2011. Disponível online em: . Acesso em 21 jul. 2011.

Por Alexandra Delfino de Sousa, administradora de empresas e diretora da Palavra-Mestra

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Do papel para a prática


O que pode ter dado errado quando o planejamento estratégico não sai do papel?

Pesquisas de mercado, definição de missão, valores, objetivos, análise SWOT. Todas as etapas para elaboração do planejamento estratégico da empresa foram seguidas à risca, mas agora, um ano depois, se percebe que as mudanças ali previstas continuam somente no papel. Mas, o que deu errado? Grandes e até mesmo médias empresas já conseguem enxergar a importância do planejamento estratégico como forma de organizar processos, controlar metas e facilitar tomadas de decisão.

Porém, o fato é que, ainda assim, há uma grande dificuldade em se colocar em prática o que de fato foi planejado. A revista Fortune, após uma pesquisa com consultores, publicou que menos de 10% das estratégias são executadas com sucesso nas empresas.

É importante ressaltar que para combater tantos desafios, desesperanças, desâminos na concretização das estratégias, algo fundamental é necessário. Estar amparado pela oração, pois é por ela que somos convictos da vontade de Deus, e estarmos firmados nessa vontade, isso nos dará forças para superar esses desafios que são normais para quem trabalha com planejamento. Colheremos frutos pela esperança regada na oração.

Para o diretor da consultoria FBDE Nexion, Denis Mello, essa dificuldade acontece porque grande parte das empresas não se prepara culturalmente para a execução do PE. “Elas se esquecem da principal fase, a que precede a implantação. É nesse momento que a empresa deve conceituar o planejamento desde a diretoria até as bases, para que todos saibam qual é o papel de cada um nesse processo.”

Promover ações como reuniões e workshops ajuda a integrar as equipes em prol de objetivos comuns do planejamento estratégico. E nessa hora, ter uma comunicação interna competente, que ajude na disseminação das informações, ajuda muito. “Porém, quando ações como estas não ocorrem, cada área passa a tratar o PE como uma lista de tarefas, pois não conseguem compreender sua verdadeira dimensão”, afirma o consultor.

Ainda segundo Mello, outro obstáculo encontrado pelas empresas vem da própria elaboração errada do planejamento estratégico. Comumente, o PE é elaborado como um simples plano de metas, sem levar em conta aspectos mais densos da organização. “Um bom planejamento deve ser um documento objetivo e profundo, que transporte o pensamento da empresa e de seus acionistas. Além disso, ele deve estar permanentemente em cima da mesa de cada um, e ser utilizado como principal ferramenta de trabalho”, conclui.

Segundo aponta o livro de Henry Mintzberg, Ascensão e Queda do Planejamento Estratégico (2008), durante a fase de elaboração do PE, “se os formuladores ficarem mais perto de sua implementação (o que é típico dos empresários), ou se os implementadores tiverem mais influência sobre a formulação, talvez possa haver sucessos maiores na formulação de estratégia.”

Além disso, outro ponto fundamental na hora de tirar o planejamento estratégico do papel é a disciplina com que cada integrante da equipe irá encará-lo. Não adianta ter o documento pronto, se ele não for realmente absorvido no dia a dia da empresa.

Sem dúvida a disciplina é uma virtude essencial para execução do PE. Sem ela podemos ter planejamentos fantásticos, reservados apenas as gavetas.

Porém, isso não significa que as estratégias devam ser “engessadas”, inflexíveis à mudanças. Como já vimos aqui no portal HSM, em um artigo de Alexandre Freire (http://www.hsm.com.br/editorias/o-que-e-mais-importante-planejar-ou-exec...), “ater-se ao planejado não significa fechar os olhos às mudanças que acontecem no macro-ambiente. Ajustar o plano às alterações políticas, econômicas, tecnológicas e sociais é um pré-requisito para o sucesso da execução.”

Porém, não são fáceis as tarefas de fortalecer a integração entre as equipes, disseminar informações e promover disciplina quando a empresa não possui líderes com conhecimento suficiente para tanto.

Como mostra o livro de Larry Bossidy e Ram Charam, “Execução” (2006), o nível de conhecimento de um líder para saber repassar a visão estratégica da empresa aos seus liderados e colocar o planejamento em prática é essencial e pode até mesmo se tornar um diferencial competitivo da empresa. "Qualquer líder de negócios, em qualquer empresa ou qualquer nível, precisa dominar a disciplina da execução. Se você colocá-la em prática em sua empresa, saberá que está produzindo melhores resultados."

A preocupação em se colocar a gestão de pessoas até mesmo na frente da gestão financeira é algo que vem tomando forma aos poucos nas empresas nacionais, segundo o professor do PROCED (Programa de Capacitação de Empresas em Desenvolvimento da FIA), Antonio Paulo Lage Terassovich. Me preocupo muito com avaliações de planejamento com foco apenas no índice financeiro, no indicador econômico, sem uma avaliação em produnfidade das pessoas, que por sinal sem elas nada acontece.

“O maior erro que uma empresa pode cometer, por exemplo, é dar aumento para um funcionário que está insatisfeito no trabalho. É como dar água do mar para quem está com sede. Na verdade, é preciso aprender a lidar com o lado humano daquele trabalhador”, afirma.

O professor ainda lista quais são os três itens fundamentais, segundo ele, para que a execução de um planejamento estratégico aconteça com sucesso:

Pessoas: “um dos passos é entender a cultura da empresa e estabelecer a equipe necessária para a implementação. Por exemplo, uma empresa de marketing, mais dinâmica, requer profissionais com perfil diferente daqueles profissionais que trabalham em uma indústria de cimento, com processos de trabalho mais calmos.”

Processo: “para sair do estágio em que está para o estágio futuro, toda estratégia deve ter metas e estas metas necessitam de prazos e de um responsável pela sua execução.”

Tecnologia: “é preciso investir em recursos tecnológicos que atendam a demanda de diferentes áreas da empresa, como tecnologias de gestão financeira, de pessoas e de marketing. Assim, todas as equipes poderão andar no ritmo exigido pelo planejamento.”

Fonte: Portal HSM
Contribuição: José Felipe Jr.

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As pessoas mais produtivas são aquelas que se organizam


As pessoas mais produtivas são aquelas que se organizam

O Papa João Paulo II disse – na Carta às Famílias, escrita em 1994 –, que “o ato de educar o filho é o prolongamento do ato de gerar”. O ser humano só pode atingir a sua plenitude, segundo a vontade de Deus, se for educado; e essa missão é, sobretudo, dos pais. É um direito e uma obrigação deles ao mesmo tempo. É pela educação que a criança aprende a disciplina, por isso os genitores não podem se descuidar dela, deixando-a abandonada a si mesma. Se isso ocorrer, essa criança será como um terreno baldio onde só nasce mato, sujeira, lixo e bichos venenosos. Sem disciplina não se consegue fazer nada de bom nesta vida.


Muitas pessoas não conseguem vencer os problemas e vícios pessoais porque não são disciplinadas. Muitas não conseguem ser perseverantes em seus bons propósitos porque lhes falta essa virtude [disciplina]. Para vencer um vício ou para dominar um mau hábito é preciso disciplina. É por ela que aprendemos a nos dominar. Vale mais um homem que se domina do que o que conquista uma cidade, diz a Bíblia.

A disciplina depende evidentemente da força de vontade; e esta é fortalecida pela graça de Deus. São Paulo diz que é Deus “ que opera em nós o querer e o fazer” (cf. Fil 2,13). As grandes organizações, fortes e duradouras, como, por exemplo, a Igreja, apoiam-se em uma rígida disciplina. É isso que lhes dá condições de superar os modismos e as ameaças de enfraquecimento. Também as grandes empresas fazem o mesmo.

Em primeiro lugar, é preciso organizar a sua vida. Defina e marque, com clareza, todas as suas atividades; sejam elas profissionais, religiosas ou de lazer. Deve haver um tempo definido para cada coisa; o improviso é a grande causa da perda de tempo e de insucesso. As pessoas mais produtivas são aquelas que se organizam. Essas fazem muitas coisas em pouco tempo. Não deixam para depois o que deve ser feito agora.

Não adianta você ter muitos livros se eles não estiverem arrumados por assunto, assim você não vai encontrar um livro que desejar. Não adianta você ter muitos artigos guardados se eles não estiverem classificados e indexados. No meio da bagunça não se pode achar nada, e perde-se muito tempo. Então, aprenda a arquivar tudo com capricho. O povo diz que um homem prevenido vale por dois. Então, seja prudente, cauteloso, previdente. Se você sabe que a sua memória falha, então carregue com você uma caneta e papel, e anote tudo o que deve fazer durante do seu dia, ou sua ida à cidade.

Muitos fracassam em seus projetos porque não sabem fazer um bom planejamento, com critérios, organização e método, porque não são disciplinados. A pressa atropela o planejamento, por falta de disciplina; é um perigo. Sem disciplina não se consegue fazer um bom planejamento. Muitas obras são construídas repletas de defeitos, e custam mais, porque faltou planejamento, disciplina e ordem. Lembre-se: é muito mais fácil, rápido e barato, fazer uma obra planejada, do que fazer tudo às pressas e depois ter que ficar remendando os erros cometidos.
Foi muito feliz quem escreveu em nossa bandeira: “Ordem e Progresso”. Disciplina significa você fazer tudo com ordem, critério, método e organização. Então, disciplina é uma virtude que se adquire desde a infância, em casa com os pais, na escola, na Igreja, no trabalho…
Sem disciplina gastamos muito mais tempo para fazer as coisas e pode-se ficar frustrado de ver o tempo passar sem acabar o que se pretendia fazer. Por isso, é preciso aprender a organizar a vida, o armário e a casa, arrumar a mesa de trabalho, a agenda de compromissos, etc. A disciplina se adquire com o hábito. Habitue-se a fazer tudo com planejamento, ordem, capricho, etapa por etapa, sem atropelos. Deus nos dá o tempo certo e suficiente para fazer o que precisamos fazer.

São Paulo disse aos coríntios que “os atletas se impõem todo tipo de disciplina. Eles assim procedem, para conseguir uma coroa corruptível. Nós o fazemos por um coroa incorruptível”(1Cor 9,25).

Nenhum atleta vence uma competição sem muita disciplina, treinos, regimes, horários rígidos, etc. Ora, na vida espiritual, pela qual desejamos ganhar a “coroa incorruptível”, a disciplina é mais necessária ainda. Ninguém cresce na vida espiritual sem disciplina: horário para rezar, meditar, trabalhar, etc. Estabeleça para você uma rotina de exercícios espirituais diários, e cumpra isto rigorosamente.

Assim Deus vai lentamente ocupando o centro de sua vida, como deve ser com cada cristão. Sem isto você será um cristão inconstante e tíbio.

É preciso insistir e persistir no objetivo definido. Não recue e não abandone aquilo que decidiu fazer. Para isto, pense bem e planeje bem o que vai fazer; não faça nada de maneira afoita, atropelada, movido pelo sentimentalismo ou apenas pela emoção. Não. Só comece uma atividade, física ou espiritual, se tiver antes pensado bem e estiver convencido de que precisa e quer de fato realizá-la. Peça a graça de Deus antes de iniciar a atividade; e prometa a você mesmo não recuar e não desanimar. Cada vez que você começa uma atividade de maneira intempestiva, e logo desiste dela, enfraquece a sua vontade e deixa a indisciplina ganhar espaço em sua vida.
Sem disciplina não se pode chegar à santidade. São Paulo chegou a dizer: “Castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros” (I Cor 9,27).

Professor Felipe Aquino

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Como fazer reuniões eficientes



1 - Qual é o roteiro de uma reunião bem-sucedida? De que maneira evitar os encontros em que se fala muito e não se chega a lugar algum?

Alessandra Fogaça, de Porto Alegre.

Uma reunião serve para resolver problemas. Tenho participado de reuniões em várias empresas no Brasil e no exterior como observador, para fazer críticas. Os erros são sempre os mesmos: muito relato de projetos, muita notícia, muito apelo - e pouca análise e discussão de soluções. Por exemplo, certa vez a diretora de RH de uma grande empresa mostrou o indicador de rotatividade de pessoal e comentou: "Olha, gente, esse índice está muito alto, precisamos baixá-lo". Mais nada. Vai baixar? Nunca. Ora, uma meta não atingida é um fato grave que merece análise e discussão cuidadosas: o turnover está subindo ou caindo? É maior na área industrial ou na de vendas? Como varia de acordo com o tempo de casa? Enfim, se existe um resultado ruim, existe um problema a ser resolvido, e eles não se resolvem por apelos. Resolver problemas requer ação.

Nesse exemplo da reunião sobre a rotatividade do pessoal, cada diretor deveria sair daquela sala com seu "trabalho de casa" a ser feito e uma meta própria para a redução do turnover. O diretor industrial deveria deixar a reunião sabendo que a maior parte do problema estava localizada em duas de suas cinco fábricas e que ele precisava aprofundar sua análise para entender por que aquilo estava acontecendo. As reuniões poderiam ser mais produtivas se fossem realizadas num contexto de solução de problemas - em vez de servir como um momento de desabafo.

Finalmente, gostaria de pedir atenção a respeito de um termo que se tornou muito comum nas empresas: "projetos de mudança". Esses tais "projetos de mudança" devem ser vistos como "projetos de solução de problemas" ou "projetes de atingimento de metas". Quando se deseja atingir uma meta (melhorar a empresa), é preciso mexer nos meios (processos) e, portanto, promover mudanças. As empresas gastam muito tempo só fazendo apelos sobre a importância da mudança e se esquecem de dizer COMO as pessoas vão conseguir fazer de fato as mudanças - e é isso que realmente interessa.

2 - O senhor acredita na eficácia de reuniões formais de feedback? Em sua opinião, elas têm de ser anuais, semestrais ou mensais? Como seguir a vida e, ao mesmo tempo, dar feedback a todos, especialmente no caso de grandes equipes?

Luis Guimarães, de São Paulo.

Sua pergunta é muito importante. Todo mundo concorda que gente é importante. Mas a vasta maioria fica apenas no discurso e não faz o que tem de fazer. Acredito que o feedback tem de ser contínuo, de preferência em cima do ato, para ajudar, e não para criticar. O feedback é, antes de tudo, um ato de amor. Dou feedback continuamente e nunca tive problemas, pois falo sem raiva, em cima do acontecimento, dando exemplos. As pessoas têm me agradecido por isso ao longo do tempo.

O feedback tem de ser um "serviço completo" - mostrar o desvio e ensinar a correção de rumo. Cabe ao pessoal do RH ter certo controle desse processo e um quadro geral dos feedbacks (para verificar se existe, de fato, a correção de rumo). Pode ser que o RH queira dar um feedback geral anual comentando o histórico das avaliações recebidas pela pessoa ao longo do ano. O processo de recrutamento e seleção em qualquer empresa normalmente é falho, e a verdadeira seleção deve ocorrer ao longo do tempo.

Considero uma necessidade também fazer uma avaliação 360 graus, pois uma pessoa só é conhecida, de fato, pela percepção de todos os que se relacionam com ela: chefias, pares e subordinados. Tenho visto pessoas com comportamentos diversos dependendo de com quem se relacionam - o que, evidentemente, não pode dar certo. Nesse tipo de avaliação, o mais importante é fazer as perguntas de acordo com os valores da organização. Por exemplo, se você considera importante que o chefe ensine pacientemente o trabalho à equipe, isso tem de ser perguntado: "Fulano de Tal lhe ensina pacientemente as necessidades de seu trabalho?", "Quando ele não sabe, providencia alguém que o faça?", "Fulano de Tal demonstra claramente interesse em seu crescimento profissional?" Finalmente, acredito que a avaliação 360 graus deve ser sigilosa e, preferencialmente, conduzida por um agente externo.

Prof. Vicente Falconi é consultor e sócio-fundador do INDG.

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