Ladrões usam Facebook para saber quando você sai de casa


Por conta da popularização dos sites de relacionamentos e da cultura do compartilhamento virtual, parece não haver limites para a enorme quantidade de informações pessoais publicadas nas redes sociais.

Sem querer falar mal do serviço, mas alertar para o bom uso deste tipo de ferramenta tão importante nos dias de hoje. Achei interessante essa pesquisa.

Embora tal comportamento seja considerado normal atualmente, no entanto, boa parte desses dados compartilhados podem comprometer os usuários e colocá-los em riscos.

Uma pesquisa com ex-criminosos, realizada pela empresa de segurança Friedland, revelou que, para 80% dos entrevistados, as redes sociais como Twitter e Facebook são as principais fontes de investigação de assaltantes de residências. Segundo o estudo, algumas das informações postadas nesses sites ajudam os criminosos a ficarem informados, por exemplo, quando os proprietários das residências estão ausentes.

Sobretudo, mais da metade dos entrevistados disseram que um dos erros comuns dos internautas em sites de compartilhamento é disponibilizar informações como endereços e fazer check-in, via Foursquare, nos locais em que costuma ir. Bem como atualizar fotos de lugares diferentes durante as férias.

Além disso, cerca de 3/4 dos ex-assaltantes entrevistados acreditam que o Google Street View , serviço de visualização de ruas da gigante de buscas, também tem papel significativo nos assaltos às residencies.

Para Jonathan Lim, especialista em segurança da Friedland, "a pesquisa foi importante para dar acesso a um grupo exclusivo da sociedade e esclarecer mais sobre os hábitos dos assaltantes de hoje.

"Os resultados têm dividido alguns dos pensamento mais comuns associados aos assaltos", disse.

A pesquisa revelou, ainda, os erros mais comuns feitos pelos proprietários, aos olhos dos ex-assaltantes. Na lista, hábitos como deixar as janelas abertas e objetos de valor em locais visíveis são os mais perigosos.

Fonte: http://www.techtudo.com.br

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Twitter: que arma poderosa


Como cansamos de dizer, a população, hoje em dia tem uma arma muito poderosa nas mãos: a internet. As redes sociais é um ótimo exemplo de poderio. Através delas podemos organizar eventos, passeatas, confrontos (como em outros países) e até reclamações de produtos e serviços.

O Twitter, por exemplo, é visto como um meio mais eficaz de fazer reclamações, melhor até que o órgão próprio para isso, o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor). Os consumidores que sentem-se lesados por alguma aquisição ou atendimento começaram as utilizar as redes sociais para divulgar sua indignação. Visto o fato, as empresas, com esse apelo negativo, acabam resolvendo o problema rapidinho.

Em uma reclamação vinda do Twitter, por exemplo, uma empresa leva de 5 minutos a 2 horas para responder enquanto pelo Procon, o cliente precisa esperar, no mínimo, um mês para receber alguma resposta.

Assim sendo, de acordo com o Estadão.com.br, o microblog é 8,4 mil vezes mais eficaz que o Procon. O Facebook também é mais vantajoso, sendo que, é 1,4 mil vezes melhor que o órgão vinculado á Secretaria da Justiça e da Defesa do Consumidor.

Bom pessoal, já sabem então, reclamar no Procon ainda é válido, mas não deixem de usar as redes sociais para uma solução rápida de seus contratempos.

fonte: oficina da net

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Estou de volta


Pessoal,

Estive bastante ausente do blog devido a dedicação exclusiva para a campanha de marketing do Colégio Shalom e os preparativos para as matrículas de 2012.
Quero dizer ainda que sinti muita falta dos meus irmãos da Casa Mãe I, a vida fraterna em comunidade nos sustenta.

Aprendi muuuuuuito, gostaria de compartilhar com vocês alguns tópicos desse aprendizado.

Observar tudo e abraçar o que é bom: nem tudo o que nos dizem devem ser levado em conta, até mesmo se fot dito por especilistas e executivos experientes.

Construir pontes é o caminho mais rápido para atingir a meta: relacionamentos, diálogo, troca de experiências, isso ajuda demais para atingirmos nossos objetivos e metas. Interação é tudo!

Tempestade de ideias ajuda, mas precisamos de tempestade de atitudes também: não tem coisa mais improdutiva que um brainstorm sem compromisso, ideias na web, nos livros, na observação, nos relacionamentos achamos aos montes. É preciso pessoas de atitude e compromisso.

Acredite em você: não tenha medo de errar, isso faz parte do acerto.

Não deixe de ouvir a Jesus: é o melhor estrategista que já conheci.

Oferta e sacrifício geram frutos para eternidade: a organização é indispensável, mas a oferta e o sacrifício geram frutos para eternidade. Graças a Deus o excel não consegue calcular isso.

Aprender é o melhor negócio: ninguém nasce sabendo, graças a Deus. Aprender...aprender...aprender...

Descanse, se permita parar. Deus descansou no 7.dia, depois da criação. Não somos máquinas... o processador dá sinais que vai pifar, é preciso fazer um pitstop.

Um abração,

José Felipe Jr.

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Você é um dependente tecnológico?



A falta de bom senso no uso de meios eletrônicos pode roubar as boas experiências da vida real

Você já calculou quanto tempo passa navegando na internet? Tem se preocupado ou fica irritado quando não pode estar conectado? Tem dividido mais seu tempo com o mundo virtual do que com pessoas presentes fisicamente?

Se a resposta for positiva a uma dessas perguntas, você pode ser um dependente tecnológico. De acordo com o Programa de Dependência de Internet do Hospital das Clínicas de São Paulo, esses são sintomas do vício tecnológico.

O problema se manifesta com a incapacidade do indivíduo em administrar o uso e o envolvimento crescente com a internet. Isso acaba conduzindo a uma perda progressiva do controle e aumento do desconforto emocional.

O pesquisador John O’Neill, diretor da Menninger Clinic, em Houston, nos Estados Unidos, para tratamento contra vícios, considera que os dependentes de telefones celulares ou emails “dividem alguns dos mesmos componentes que pessoas viciadas em álcool ou drogas”. Elas não conseguem deixar o uso de lado, mesmo sabendo das consequências.

Segundo o conceito estabelecido pelo programa do HC, essas pessoas procuram os meios eletrônicos como forma de aliviar a tensão e a depressão.

Os mais tímidos, por exemplo, podem usá-los como ferramenta social e de comunicação. Para os especialistas, é possível considerar o vício tecnológico como uma doença impulsiva, capaz de provocar sérios danos nas relações sociais, tal como acontece com o alcoolismo.

O’Neill vê como sinais de relação doentia o uso excessivo de mensagens de texto ou de voz e envio de emails quando o contato pessoal, seja com a família, amigos ou colegas de trabalho, seria mais apropriado.

Há cerca de um ano, uma britânica, viciada em jogos online, foi proibida de usar computadores porque não alimentava corretamente os filhos e deixou dois animais de estimação morrerem de fome.

De acordo com as investigações, ela recebeu o convite para jogar por um site de relacionamento. No começo, era por uma hora, mas em pouco tempo, o comportamento obsessivo se instalou e a mulher passou a dormir só duas horas por dia, além de não cumprir com determinadas obrigações.

O psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do programa de Dependência de Internet do HC, diz que o problema começa a ser endêmico, caso de saúde pública.

“Em alguns países, como os tigres asiáticos, já existe essa preocupação. No Brasil, essa percepção ainda está longe de acontecer. Isso é alarmante, pois o País é líder de tempo em conexões domésticas no mundo”, ressalta Abreu.

O Brasil também está entre os maiores consumidores de produtos tecnológicos para uso pessoal. As vendas de computadores, por exemplo, bateram recorde no segundo trimestre deste ano: foram quase quatro milhões de unidades.

Os brasileiros só ficaram atrás dos consumidores chineses e americanos. Um levantamento feito pela consultoria Accenture revelou que o Brasil, entre oito dos principais países emergentes e industrializados, foi o que mais vendeu celulares em 2010.

Para o psicólogo, as pessoas perderam o bom senso do que seria o uso razoável da tecnologia de comunicação disponível hoje em dia. “O uso razoável é a utilização da internet de uma forma que ela não roube experiências que você poderia ter na vida real”, alerta o professor.

Os casos mais graves podem ser tratados com a psicoterapia, que vai orientar a mudança de comportamento. Para evitar o diagnóstico de dependência e garantir a saúde mental e emocional, trocar alguns hábitos modernos podem ajudar:

- na hora das refeições, dedique-se ao prazer que isto proporciona, principalmente se estiver na companhia de outra pessoa, e deixe o celular de lado;
- desligue o telefone também quando estiver no cinema ou no teatro e aprecie a apresentação ou o filme;
- ao invés de passar horas na frente do computador, aproveite um dia bonito para dar um passeio ao ar livre;
- se for inevitável, determine um intervalo de tempo de acesso à internet ou ao uso do computador, principalmente se estiver em casa.

A tecnologia está à disposição para facilitar o dia-a-dia, agilizar as tarefas, levar diversão e conhecimento. No entanto, é preciso cuidado para não se tornar refém desses meios.

Veja as características de usuários graves de internet, que passam muito tempo e que podem ter dependência de internet

- Pessoas inteligentes e mentalmente muito ágeis
- Referem passar o “dia todo” conectados
- Pertencentes a todas as faixas etárias
- Apresentam depressão e/ou ansiedade
- Preferem as interações virtuais as reais
- Utilizam a internet como uma forma de expressão daquilo que realmente são e pensam (refúgio)
- Ciclo de amizades e de relacionamentos muito empobrecido
- Desenvolvem idiossincrasias na rede

Uma pesquisa realizada no Reino Unido indica que trabalhadores britânicos desperdiçam em média dois dias de trabalho por mês com buscas inúteis na Internet.

A pesquisa da instituição YouGov diz também que 70% dos 34 milhões de internautas do país perde quase um terço do seu tempo online em buscas que não têm objetivo definido.

Os homens seriam o grupo mais afetado pelo problema, que analistas de hábitos na internet batizaram com a sigla WILF, juntando as primeiras letras da frase "o que eu estava buscando?" em inglês ("what was I looking for").

Sexo e compras

Um terço dos internautas chegou a admitir que essas pesquisas inúteis chegaram a prejudicar o relacionamento com suas parceiras.

Os maiores culpados pelos problemas identificados na pesquisa seriam os sites de compras e os de conteúdo sexual.

"No entanto, o estudo mostrou que, embora as pessoas se conectem com algum objetivo, elas têm tantas ofertas e distrações online, que muitos se esquecem porque estão lá e para quê, e acabam surfando sem destino durante horas", disse Lloyd.



Referências bibliográficas: Instituto de Psiquiatria – Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Uso consciente da internet

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Dicas de comunicação eficaz (essa você não pode deixar de ler)


Recentemente fiz uma viajem de ônibus pela empresa Expresso Guaraná (fictício) para a cidade de Quixadá, que fica no sertão central do Estado.

Depois de guardar bagagem e me acomodar, o motorista entra no ônibus e faz um comunicado a todos os passageiros que vou escrever aqui mantendo o tom coloquial.

" meu nome é Marcílio (nome fictício), nós iremos para Quixadá a viagem terá cerca de 3 horas e como todos sabem é lei federal a utilização
do cinco de segurança. Caso alguém não quiser usar faça um comunicado por escrito sobre esta decisão, se acontecer alguma coisa com alguém que não estiver usando
o cinto isso não é problema meu. Inclusive se alguém não usar e acontecer algo eu pago uma multa."

Depois desse desastre de atitude e comunicação fiquei refletindo sobre alguns aspectos que queria partilhar com vocês:

1- Imposição é diferente de conscientização
A atitude do motorista foi mais de impor um comportamento do que conscientizar da importância da utilização do cinto de segurança. O cumprimento da lei era reforçado
apenas para ele não pagar multa, a segurança e integridade da pessoa ficou em segundo plano. O profissional apenas estava preocupado com ele.

2- Falta de consciência da missão da instituição
A empresa tem como missão prestar serviços de qualidade em transportes de pessoas, através de sistema de gestão, ética, respeito ao social... Onde está
a qualidade do serviço prestado? Onde está a missão do papel transformada em atitude pelo profissional? Sua postura foi de quem não conhece a missão da empresa e
se conhece a ignora.

3- Adesão zero
Depois do comunicado, fiquei olhando ao meu redor e não vi ninguém colocando o cinto.Quando se impõe, não se conquista, não convence.

4- Marketing negativo
Bem percebi que como cliente, precisava socializar essa experiência com meus leitores do blog, infelizmente a experiência foi negativa.
Mas quem sabe na próxima viagem a Quixadá eu conte como foi a experiência da viagem com o concorrente. cliente insatisfeito não volta mais...

Um abraço a todos!

José Felipe Jr.

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Você também é um fora da lei?

Lawrence (Larry) Lessig, defensor da redução das restrições sobre os direitos autorais, estará no Brasil nos dias 23 e 24 para o Fórum HSM de Negocição

“Estou em posição extremamente privilegiada por ter enorme liberdade para falar sobre o que acredito e devo usar esse privilégio para fazer algo útil para nossa sociedade”, afirma Lawrence (Larry) Lessig. Defensor da redução das restrições sobre os direitos autorais, marcas registradas e espectro de frequência de rádio, o professor das faculdades de direito de Harvard e Stanford será um dos palestrantes do Fórum HSM Negociação 3.0, que será realizado nos dias 23 e 24 de agosto, em São Paulo. Sua apresentação recebeu um título provocador: “Quem é o dono de sua marca?”.

“A quem pertence o quê” e o que é, de fato, criação, são algumas das intrigantes perguntas que a Era Digital nos coloca. Em seu livro Free Culture: how big media uses technology and the Law to lock down culture and control creativity, Lessig chama a atenção para o fato de que a tecnologia digital confere aos indivíduos muito mais poder para criar em cima de criações já existentes. “Poder” sim, em termos de recursos e capacidade, mas “direito” quase sempre não. Simplesmente, porque a lei, em tese, protege os autores e proíbe o uso de suas obras. Na prática, porém, os usuários geralmente não se atêm às restrições.

Durante palestra ministrada ao TED, Lessig, que é economista, administrador de empresas, mestre em filosofia e doutor em direito, destacou que, com a democratização da técnica, praticamente qualquer pessoa pode combinar sons e imagens da cultura e usá-los para passar sua própria mensagem. Então, cada uso produz uma cópia que exigiria permissão. Como a permissão não é solicitada nem concedida, o internauta que combina conteúdos é um invasor.

Ele analisou o comportamento das crianças e dos jovens na atualidade e fez um chamado à realidade: “Temos que reconhecer que eles são diferentes de nós. Nós assistíamos à TV, eles fazem TV. A tecnologia os tornou diferentes”. Para Lessig, as ferramentas de criatividade se tornaram ferramentas de discurso. “É a alfabetização dessa geração. É assim que nossas crianças falam. É como nossas crianças pensam; é o que nossas crianças são, conforme mais compreendem as tecnologias digitais e seus relacionamentos entre si”.

Se essa é uma realidade inescapável, se não podemos tornar os jovens passivos como eram as gerações anteriores, também não podemos torná-los piratas: “As pessoas comuns vivem hoje fora da lei, e é isso que nós estamos fazendo com nossos filhos. Eles vivem sabendo que estão contra as leis, o que é uma percepção extremamente corrosiva. Em uma democracia, nós temos de ser capazes de ser melhores do que isso”, reflete Lessig. É por esse motivo que defende um modelo no qual alguns direitos são reservados, outros são liberados ao público.

Creative Commons

O final do século 20 assistiu ao início do questionamento à frase (ou à ideia) “Todos os direitos reservados”. Hoje, quem não é a favor dela não necessariamente é a favor da pirataria ou contra os direitos autorais, pois há um terreno intermediário no qual nem todos os direitos têm de ser reservados. Trata-se do Creative Commons, sistema de licenciamento pelo qual o autor da obra determina se ela pode, por exemplo, ser reproduzida apenas com a menção da autoria, se pode ser usada para produção de uma obra derivada ou se pode ser utilizada em fins comerciais.

Presente em cerca de 80 países e reunindo 350 milhões de objetos na web, o Creative Commons vem fazendo sucesso, por exemplo, no Oriente Médio. Em entrevista concedida à Wipo Magazine, Lessig, um dos fundadores da Creative Commons, contou que Egito, Jordância, Líbano, Qatar e Emirados Árabes já processam licenças Creative Commons. “É muito interessante que, nesses países, elas encorajam o respeito aos direitos autorais”. A razão para isso, segundo o entrevistado, é a moderação, isto é, o equilíbrio entre restrições e permissões. “É uma maneira de construir respeito pelos direitos autorais.”

A rede de televisão Al Jazeera, do Qatar, liberou, no ano passado, um grande volume de material em vídeo sob a licença de atribuição (cuja única exigência é dar os créditos ao criador). O benefício comercial é da Al Jazeera, pois sua marca é difundida. No Brasil, por meio de uma licença Creative Commons, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo permite, desde o dia 7 de junho, que o material didático por ela produzido possa ser utilizado por outros municípios, desde que não seja para fins comerciais.

Lessig ressalta que alguns negócios não poderiam existir, não fosse a licença moderada da Creative Commons. É o caso dos sites de remixagem de músicas. Se as músicas não fossem licenciadas pela Creative Commons, o negócio seria ilegal.

Em relação aos caminhos futuros, ele explica que há duas vias: ou tornamos mais rigorosa a guerra para manter a estrutura atual em torno da propriedade intelectual, o que ensejará mais rejeição aos direitos autorais por parte do público, ou pensamos em uma arquitetura mais sensata para a era digital, que assegure que os incentivos sejam mantidos, ao mesmo tempo em que a liberdade é garantida. “Se o regime de direitos autorais focar as pessoas a quem deve ajudar, que são os artistas e criadores, e construir um sistema que lhes dê liberdade de escolha, de proteção e de recompensa por sua criatividade, então teremos o foco certo”, explica.

Para o acadêmico e ativista político, em uma sociedade livre, as pessoas precisam ser capazes de intuir por que as leis existem, e a lei de direitos autorais não faz sentido para a maioria.

Crédito foto: Flickr

Referências:

FOLHA ONLINE. “Material didático da Prefeitura de SP será baixado de graça”. 06 jun. 2011. Disponível online em: . Acesso em 20 jul. 2011.

LESSIG, Lawrence. Free Culture: how big media uses technology and the Law to lock down culture and control creativity. Nova York: The Penguin Press, 2004.

TED TALKS. “Larry Lessig on laws that choke creativity”. Vídeo disponível online em . Acesso em 20 jul. 2011.

WIPO MAGAZINE. “Interview with Lawrence Lessig”. Fev. 2011. Disponível online em: . Acesso em 21 jul. 2011.

Por Alexandra Delfino de Sousa, administradora de empresas e diretora da Palavra-Mestra

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Do papel para a prática


O que pode ter dado errado quando o planejamento estratégico não sai do papel?

Pesquisas de mercado, definição de missão, valores, objetivos, análise SWOT. Todas as etapas para elaboração do planejamento estratégico da empresa foram seguidas à risca, mas agora, um ano depois, se percebe que as mudanças ali previstas continuam somente no papel. Mas, o que deu errado? Grandes e até mesmo médias empresas já conseguem enxergar a importância do planejamento estratégico como forma de organizar processos, controlar metas e facilitar tomadas de decisão.

Porém, o fato é que, ainda assim, há uma grande dificuldade em se colocar em prática o que de fato foi planejado. A revista Fortune, após uma pesquisa com consultores, publicou que menos de 10% das estratégias são executadas com sucesso nas empresas.

É importante ressaltar que para combater tantos desafios, desesperanças, desâminos na concretização das estratégias, algo fundamental é necessário. Estar amparado pela oração, pois é por ela que somos convictos da vontade de Deus, e estarmos firmados nessa vontade, isso nos dará forças para superar esses desafios que são normais para quem trabalha com planejamento. Colheremos frutos pela esperança regada na oração.

Para o diretor da consultoria FBDE Nexion, Denis Mello, essa dificuldade acontece porque grande parte das empresas não se prepara culturalmente para a execução do PE. “Elas se esquecem da principal fase, a que precede a implantação. É nesse momento que a empresa deve conceituar o planejamento desde a diretoria até as bases, para que todos saibam qual é o papel de cada um nesse processo.”

Promover ações como reuniões e workshops ajuda a integrar as equipes em prol de objetivos comuns do planejamento estratégico. E nessa hora, ter uma comunicação interna competente, que ajude na disseminação das informações, ajuda muito. “Porém, quando ações como estas não ocorrem, cada área passa a tratar o PE como uma lista de tarefas, pois não conseguem compreender sua verdadeira dimensão”, afirma o consultor.

Ainda segundo Mello, outro obstáculo encontrado pelas empresas vem da própria elaboração errada do planejamento estratégico. Comumente, o PE é elaborado como um simples plano de metas, sem levar em conta aspectos mais densos da organização. “Um bom planejamento deve ser um documento objetivo e profundo, que transporte o pensamento da empresa e de seus acionistas. Além disso, ele deve estar permanentemente em cima da mesa de cada um, e ser utilizado como principal ferramenta de trabalho”, conclui.

Segundo aponta o livro de Henry Mintzberg, Ascensão e Queda do Planejamento Estratégico (2008), durante a fase de elaboração do PE, “se os formuladores ficarem mais perto de sua implementação (o que é típico dos empresários), ou se os implementadores tiverem mais influência sobre a formulação, talvez possa haver sucessos maiores na formulação de estratégia.”

Além disso, outro ponto fundamental na hora de tirar o planejamento estratégico do papel é a disciplina com que cada integrante da equipe irá encará-lo. Não adianta ter o documento pronto, se ele não for realmente absorvido no dia a dia da empresa.

Sem dúvida a disciplina é uma virtude essencial para execução do PE. Sem ela podemos ter planejamentos fantásticos, reservados apenas as gavetas.

Porém, isso não significa que as estratégias devam ser “engessadas”, inflexíveis à mudanças. Como já vimos aqui no portal HSM, em um artigo de Alexandre Freire (http://www.hsm.com.br/editorias/o-que-e-mais-importante-planejar-ou-exec...), “ater-se ao planejado não significa fechar os olhos às mudanças que acontecem no macro-ambiente. Ajustar o plano às alterações políticas, econômicas, tecnológicas e sociais é um pré-requisito para o sucesso da execução.”

Porém, não são fáceis as tarefas de fortalecer a integração entre as equipes, disseminar informações e promover disciplina quando a empresa não possui líderes com conhecimento suficiente para tanto.

Como mostra o livro de Larry Bossidy e Ram Charam, “Execução” (2006), o nível de conhecimento de um líder para saber repassar a visão estratégica da empresa aos seus liderados e colocar o planejamento em prática é essencial e pode até mesmo se tornar um diferencial competitivo da empresa. "Qualquer líder de negócios, em qualquer empresa ou qualquer nível, precisa dominar a disciplina da execução. Se você colocá-la em prática em sua empresa, saberá que está produzindo melhores resultados."

A preocupação em se colocar a gestão de pessoas até mesmo na frente da gestão financeira é algo que vem tomando forma aos poucos nas empresas nacionais, segundo o professor do PROCED (Programa de Capacitação de Empresas em Desenvolvimento da FIA), Antonio Paulo Lage Terassovich. Me preocupo muito com avaliações de planejamento com foco apenas no índice financeiro, no indicador econômico, sem uma avaliação em produnfidade das pessoas, que por sinal sem elas nada acontece.

“O maior erro que uma empresa pode cometer, por exemplo, é dar aumento para um funcionário que está insatisfeito no trabalho. É como dar água do mar para quem está com sede. Na verdade, é preciso aprender a lidar com o lado humano daquele trabalhador”, afirma.

O professor ainda lista quais são os três itens fundamentais, segundo ele, para que a execução de um planejamento estratégico aconteça com sucesso:

Pessoas: “um dos passos é entender a cultura da empresa e estabelecer a equipe necessária para a implementação. Por exemplo, uma empresa de marketing, mais dinâmica, requer profissionais com perfil diferente daqueles profissionais que trabalham em uma indústria de cimento, com processos de trabalho mais calmos.”

Processo: “para sair do estágio em que está para o estágio futuro, toda estratégia deve ter metas e estas metas necessitam de prazos e de um responsável pela sua execução.”

Tecnologia: “é preciso investir em recursos tecnológicos que atendam a demanda de diferentes áreas da empresa, como tecnologias de gestão financeira, de pessoas e de marketing. Assim, todas as equipes poderão andar no ritmo exigido pelo planejamento.”

Fonte: Portal HSM
Contribuição: José Felipe Jr.

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As pessoas mais produtivas são aquelas que se organizam


As pessoas mais produtivas são aquelas que se organizam

O Papa João Paulo II disse – na Carta às Famílias, escrita em 1994 –, que “o ato de educar o filho é o prolongamento do ato de gerar”. O ser humano só pode atingir a sua plenitude, segundo a vontade de Deus, se for educado; e essa missão é, sobretudo, dos pais. É um direito e uma obrigação deles ao mesmo tempo. É pela educação que a criança aprende a disciplina, por isso os genitores não podem se descuidar dela, deixando-a abandonada a si mesma. Se isso ocorrer, essa criança será como um terreno baldio onde só nasce mato, sujeira, lixo e bichos venenosos. Sem disciplina não se consegue fazer nada de bom nesta vida.


Muitas pessoas não conseguem vencer os problemas e vícios pessoais porque não são disciplinadas. Muitas não conseguem ser perseverantes em seus bons propósitos porque lhes falta essa virtude [disciplina]. Para vencer um vício ou para dominar um mau hábito é preciso disciplina. É por ela que aprendemos a nos dominar. Vale mais um homem que se domina do que o que conquista uma cidade, diz a Bíblia.

A disciplina depende evidentemente da força de vontade; e esta é fortalecida pela graça de Deus. São Paulo diz que é Deus “ que opera em nós o querer e o fazer” (cf. Fil 2,13). As grandes organizações, fortes e duradouras, como, por exemplo, a Igreja, apoiam-se em uma rígida disciplina. É isso que lhes dá condições de superar os modismos e as ameaças de enfraquecimento. Também as grandes empresas fazem o mesmo.

Em primeiro lugar, é preciso organizar a sua vida. Defina e marque, com clareza, todas as suas atividades; sejam elas profissionais, religiosas ou de lazer. Deve haver um tempo definido para cada coisa; o improviso é a grande causa da perda de tempo e de insucesso. As pessoas mais produtivas são aquelas que se organizam. Essas fazem muitas coisas em pouco tempo. Não deixam para depois o que deve ser feito agora.

Não adianta você ter muitos livros se eles não estiverem arrumados por assunto, assim você não vai encontrar um livro que desejar. Não adianta você ter muitos artigos guardados se eles não estiverem classificados e indexados. No meio da bagunça não se pode achar nada, e perde-se muito tempo. Então, aprenda a arquivar tudo com capricho. O povo diz que um homem prevenido vale por dois. Então, seja prudente, cauteloso, previdente. Se você sabe que a sua memória falha, então carregue com você uma caneta e papel, e anote tudo o que deve fazer durante do seu dia, ou sua ida à cidade.

Muitos fracassam em seus projetos porque não sabem fazer um bom planejamento, com critérios, organização e método, porque não são disciplinados. A pressa atropela o planejamento, por falta de disciplina; é um perigo. Sem disciplina não se consegue fazer um bom planejamento. Muitas obras são construídas repletas de defeitos, e custam mais, porque faltou planejamento, disciplina e ordem. Lembre-se: é muito mais fácil, rápido e barato, fazer uma obra planejada, do que fazer tudo às pressas e depois ter que ficar remendando os erros cometidos.
Foi muito feliz quem escreveu em nossa bandeira: “Ordem e Progresso”. Disciplina significa você fazer tudo com ordem, critério, método e organização. Então, disciplina é uma virtude que se adquire desde a infância, em casa com os pais, na escola, na Igreja, no trabalho…
Sem disciplina gastamos muito mais tempo para fazer as coisas e pode-se ficar frustrado de ver o tempo passar sem acabar o que se pretendia fazer. Por isso, é preciso aprender a organizar a vida, o armário e a casa, arrumar a mesa de trabalho, a agenda de compromissos, etc. A disciplina se adquire com o hábito. Habitue-se a fazer tudo com planejamento, ordem, capricho, etapa por etapa, sem atropelos. Deus nos dá o tempo certo e suficiente para fazer o que precisamos fazer.

São Paulo disse aos coríntios que “os atletas se impõem todo tipo de disciplina. Eles assim procedem, para conseguir uma coroa corruptível. Nós o fazemos por um coroa incorruptível”(1Cor 9,25).

Nenhum atleta vence uma competição sem muita disciplina, treinos, regimes, horários rígidos, etc. Ora, na vida espiritual, pela qual desejamos ganhar a “coroa incorruptível”, a disciplina é mais necessária ainda. Ninguém cresce na vida espiritual sem disciplina: horário para rezar, meditar, trabalhar, etc. Estabeleça para você uma rotina de exercícios espirituais diários, e cumpra isto rigorosamente.

Assim Deus vai lentamente ocupando o centro de sua vida, como deve ser com cada cristão. Sem isto você será um cristão inconstante e tíbio.

É preciso insistir e persistir no objetivo definido. Não recue e não abandone aquilo que decidiu fazer. Para isto, pense bem e planeje bem o que vai fazer; não faça nada de maneira afoita, atropelada, movido pelo sentimentalismo ou apenas pela emoção. Não. Só comece uma atividade, física ou espiritual, se tiver antes pensado bem e estiver convencido de que precisa e quer de fato realizá-la. Peça a graça de Deus antes de iniciar a atividade; e prometa a você mesmo não recuar e não desanimar. Cada vez que você começa uma atividade de maneira intempestiva, e logo desiste dela, enfraquece a sua vontade e deixa a indisciplina ganhar espaço em sua vida.
Sem disciplina não se pode chegar à santidade. São Paulo chegou a dizer: “Castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros” (I Cor 9,27).

Professor Felipe Aquino

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Como fazer reuniões eficientes



1 - Qual é o roteiro de uma reunião bem-sucedida? De que maneira evitar os encontros em que se fala muito e não se chega a lugar algum?

Alessandra Fogaça, de Porto Alegre.

Uma reunião serve para resolver problemas. Tenho participado de reuniões em várias empresas no Brasil e no exterior como observador, para fazer críticas. Os erros são sempre os mesmos: muito relato de projetos, muita notícia, muito apelo - e pouca análise e discussão de soluções. Por exemplo, certa vez a diretora de RH de uma grande empresa mostrou o indicador de rotatividade de pessoal e comentou: "Olha, gente, esse índice está muito alto, precisamos baixá-lo". Mais nada. Vai baixar? Nunca. Ora, uma meta não atingida é um fato grave que merece análise e discussão cuidadosas: o turnover está subindo ou caindo? É maior na área industrial ou na de vendas? Como varia de acordo com o tempo de casa? Enfim, se existe um resultado ruim, existe um problema a ser resolvido, e eles não se resolvem por apelos. Resolver problemas requer ação.

Nesse exemplo da reunião sobre a rotatividade do pessoal, cada diretor deveria sair daquela sala com seu "trabalho de casa" a ser feito e uma meta própria para a redução do turnover. O diretor industrial deveria deixar a reunião sabendo que a maior parte do problema estava localizada em duas de suas cinco fábricas e que ele precisava aprofundar sua análise para entender por que aquilo estava acontecendo. As reuniões poderiam ser mais produtivas se fossem realizadas num contexto de solução de problemas - em vez de servir como um momento de desabafo.

Finalmente, gostaria de pedir atenção a respeito de um termo que se tornou muito comum nas empresas: "projetos de mudança". Esses tais "projetos de mudança" devem ser vistos como "projetos de solução de problemas" ou "projetes de atingimento de metas". Quando se deseja atingir uma meta (melhorar a empresa), é preciso mexer nos meios (processos) e, portanto, promover mudanças. As empresas gastam muito tempo só fazendo apelos sobre a importância da mudança e se esquecem de dizer COMO as pessoas vão conseguir fazer de fato as mudanças - e é isso que realmente interessa.

2 - O senhor acredita na eficácia de reuniões formais de feedback? Em sua opinião, elas têm de ser anuais, semestrais ou mensais? Como seguir a vida e, ao mesmo tempo, dar feedback a todos, especialmente no caso de grandes equipes?

Luis Guimarães, de São Paulo.

Sua pergunta é muito importante. Todo mundo concorda que gente é importante. Mas a vasta maioria fica apenas no discurso e não faz o que tem de fazer. Acredito que o feedback tem de ser contínuo, de preferência em cima do ato, para ajudar, e não para criticar. O feedback é, antes de tudo, um ato de amor. Dou feedback continuamente e nunca tive problemas, pois falo sem raiva, em cima do acontecimento, dando exemplos. As pessoas têm me agradecido por isso ao longo do tempo.

O feedback tem de ser um "serviço completo" - mostrar o desvio e ensinar a correção de rumo. Cabe ao pessoal do RH ter certo controle desse processo e um quadro geral dos feedbacks (para verificar se existe, de fato, a correção de rumo). Pode ser que o RH queira dar um feedback geral anual comentando o histórico das avaliações recebidas pela pessoa ao longo do ano. O processo de recrutamento e seleção em qualquer empresa normalmente é falho, e a verdadeira seleção deve ocorrer ao longo do tempo.

Considero uma necessidade também fazer uma avaliação 360 graus, pois uma pessoa só é conhecida, de fato, pela percepção de todos os que se relacionam com ela: chefias, pares e subordinados. Tenho visto pessoas com comportamentos diversos dependendo de com quem se relacionam - o que, evidentemente, não pode dar certo. Nesse tipo de avaliação, o mais importante é fazer as perguntas de acordo com os valores da organização. Por exemplo, se você considera importante que o chefe ensine pacientemente o trabalho à equipe, isso tem de ser perguntado: "Fulano de Tal lhe ensina pacientemente as necessidades de seu trabalho?", "Quando ele não sabe, providencia alguém que o faça?", "Fulano de Tal demonstra claramente interesse em seu crescimento profissional?" Finalmente, acredito que a avaliação 360 graus deve ser sigilosa e, preferencialmente, conduzida por um agente externo.

Prof. Vicente Falconi é consultor e sócio-fundador do INDG.

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Melhores práticas e dicas de utilização do E-mail Marketing

Ferramenta é fundamental para integrar comunicação, mas deve ser usada de forma moderada e com permissão dos usuários

É possível tornar a comunicação mais rápida, fácil e eficaz. Hoje, o e-mail marketing é um dos canais mais eficientes para complementar as ações de propaganda digital, já que usuários de redes sociais são leitores mais frequentes de e-mails. Além disso, plataformas móveis, como smartphones e tablets, estão se popularizando e tornando-se uma importante ferramenta para leitura de mensagens na web. Dessa maneira, é necessário entender como e-mails, redes sociais e dispositivos móveis se relacionam e traçar uma estratégia de comunicação.

“A comunicação com o público, seja promocional ou de relacionamento, se integrada aos diferentes canais, não só terá uma cobertura mais ampla, como também otimizará as chances de impactar o cliente. Como exemplo, se ele não teve a chance de ver a sua promoção em sua rede social preferida, de forma espontânea, recebeu o seu e-mail e, através dele, entrou em sua Fan Page”, analisa Regina Garrido, gerente de Serviços Avançados em Marketing Digital da Frontier Digital Business.

Como exemplo, um e-mail pode ser enviado com uma oferta especial para quem se cadastrou e incluiu o número do celular para utilizar este canal de comunicação. Alguns dias depois, a mesma empresa pode enviar um SMS com uma oferta mais agressiva. “Um concurso cultural pode prever a inscrição e participação através do envio de um SMS, com acompanhamento pelo site, e possibilidade de cadastro para receber resultados por e-mail. Para maior efetividade de sua campanha, a comunicação com múltiplos canais deve ser sequencial”, afirma Regina.

O e-mail marketing torna-se fundamental para a integração da comunicação: pela rastreabilidade/mensurabilidade, custo-benefício, encadeamento da comunicação, personalização da mensagem, praticidade e segmentação. O benefício de se mensurar resultados de interação possibilita identificar quais redes sociais têm mais sinergia com o público de sua empresa e definir estratégia que provoque resultados mais rápidos.

Para que a comunicação por e-mail seja realmente integrada às redes sociais, a dica, segundo Regina, é seguir a regra: conectar, compartilhar e anunciar. Conectar é inserir as redes sociais em sua página, levando o público-alvo a visitá-la, o que muitas empresas já fazem. Depois, incentivar a pessoa a compartilhar a sua promoção, conteúdo ou notícia nas redes sociais. E anunciar é incluir partes de mídias sociais e seu e-mail para tornar o conteúdo mais interessante, atrativo e dinâmico.

“Como exemplos, pode-se colocar, em seus e-mails, posts recentes de seu público nas redes sociais, adotar em seu e-mail uma comunicação visual “emprestada” das redes sociais, usando balões de conversa, avatares, grandes aspas, fotos do autor e ícones das redes sociais. E, para que a sua comunicação esteja integrada, preocupe-se com os formatos das peças de e-mail para leitura em dispositivos móveis. Outra dica é envolver o público em ações que o motive a indicá-las por e-mail, publicar em suas páginas nas redes sociais e compartilhar com seus amigos nas redes”, afirma Regina.

Há muitas redes sociais, como Orkut, Twitter, Facebook, YouTube, LinkedIn, entre outras, mas tudo depende dos objetivos de marketing. O mais importante é conhecer o seu público e saber ‘por onde ele anda’.

“Se o seu potencial cliente abandonou o carrinho de compra, automatize um e-mail com uma oferta mais agressiva para quem parou neste ponto do fluxo do seu e-commerce. Quer chamar a atenção por e-mail antes que ele delete sua mensagem? Identifique-se no nome do remetente de uma forma que ele o reconheça e adote um assunto interessante, sem ser apelativo demais, como colocar o preço no assunto”, orienta a especialista.

Cada vez mais o e-mail marketing está se profissionalizando. Segundo os Indicadores ABEMD de E-mail Marketing, 60% das empresas abordadas em estudo têm a intenção de investir numa solução de gestão e envio deste tipo de ferramenta, e 31% nos 6 meses posteriores à pesquisa. “A realidade da comunicação e relacionamento online é “aqui e agora”. A sua empresa já está preparada?”, questiona Regina.

Relevância e permissão

A dica mais importante é usar o e-mail marketing de forma moderada, com mensagens relevantes e de forma opt-in, isto é, com a permissão do usuário, segundo avalia Stamatios Stamou Júnior, CEO da eCentry, especializada em desenvolvimento de soluções tecnológicas para Gestão de Relacionamento Digital. “Não devemos esquecer de que é necessário também prover um mecanismo de descadastramento para permitir que o usuário deixe de receber mensagens caso deseje. Na prática, a boa comunicação, através de e-mail marketing, acontece quando o usuário deseja e aguarda receber suas mensagens”, afirma.

A segmentação da comunicação a torna mais relevante e assertiva, com consequente ROI mais atrativo. Se você falar com parte do seu público de forma direcionada, além de otimizar os resultados, não estará saturando as pessoas com uma alta frequência de e-mail, e uma comunicação que não é de fato para ele.

“A segmentação não deve se basear só em dados de perfil (demográficos, socioeconômicos e geográficos), mas também em preferências e estilo de vida (psicográficos) e comportamento. Se for possível, faça uso de modelos preditivos, que é a análise de um conjunto de dados atuais e históricos para definir uma regra que permita predizer uma determinada predisposição de um outro perfil para a mesma ação. A quantidade de e-mails recebida por dia está cada vez maior. Como você vai atrair a atenção do seu público sem ser relevante para ele?”, enfoca Stamatios.

A personalização dessa ferramenta de comunicação é parte importante, mas não única. “Eu considero mais relevante manter uma comunicação adequada e segmentada. E-mail marketing está diretamente ligado à database marketing, ou seja, você consegue ter atributos em seu banco de dados que permitem fazer uma comunicação dirigida. Estes atributos podem ser desde sexo, idade e localização até interesses definidos pelo próprio usuário ou por seu padrão de compra”, explica o empresário.

O mobile marketing está associado principalmente ao uso de SMS na comunicação, porém, de acordo com Stamatios, há dificuldades neste processo, que variam desde o alto custo à restrição de envio por parte das operadoras. Com a crescente adoção dos smartphones, as pessoas passaram a ler mais e-mails nos telefones. “Os melhores smartphones permitem que os e-mails sejam lidos sem modificações no seu conteúdo, porém, se você usa ferramenta de e-mail marketing que identifica o leitor do usuário, pode-se filtrar e enviar comunicações mais condizentes com o espaço de leitura reduzido dos aparelhos.”

A grande vantagem do e-mail marketing como meio de comunicação é conseguir enxergar resultados e retorno de investimentos. “É possível saber como anda a taxa de leitura dos e-mails, taxa de cliques em links, reclamações e também medir resultados após o clique em um link. Você pode criar indicadores e assim mensurar até o ROI de uma campanha”, afirma o especialista.

Portal HSM

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Qual é o problema?


o cotidiano de um lider/gerente é resolver problemas. Aliás, se eles não existissem, não precisaríamos de lideres/gerentes e tudo poderia ser operado através de máquinas ou robôs. Por essa razão, sempre que alguém lhe apresentar um problema para ser resolvido, agradeça porque isso mostra que você continua sendo importante para a organização que você faz parte.

Mas o que vem a ser um problema? Segundo o professor Falconi afirmou em seu livro “O Verdadeiro Poder”, “Problema é um resultado indesejável”. Portanto, todos que desejam realmente melhorar suas empresas devem estar cheios de problemas. Diante disso, a pergunta passa a ser como resolvemos os problemas?

O primeiro passo para resolver um problema é o mais simples, mas é também o mais dificil, não pela sua complexidade, mas sim por ser complicado. Esse primeiro passo é RECONHECER a existência do problema. Esse passo é complicado porque é sempre muito dificil para as organizações reconhecerem a existência de um problema, pois isso envolve questões politicas, vaidades e, principalmente, o medo de ficar exposto dentro de um ambiente de competição exarcebado dentro das empresas.

Como consultor de projetos vivenciei muitas situações em que o projeto se arrastava e quando eu perguntava porque ele se encontrava nessa situação e qual era o problema, a resposta invariavelmente que estava tudo bem e que não havia problemas, isso mesmo depois de eu confrontar o lider do projeto mostrando que o projeto estava há muito tempo em planejamento, que faltavam várias definições importantes ou que ele havia sofrido várias prorrogações de prazo. Essa é uma situação corriqueira em várias empresas, pois sempre que encontro amigos meus em congressos, eu comento sobre esse tipo de situação e todos eles afirmam que passam o mesmo em suas respectivas empresas.

Mas sem reconhecer um problema, não é possível resolve-lo. Nesse caso, a alta administração da empresa deve dar apoio e encorajar seus líderes a reconhece-los e enfrentar de frente os problemas existentes em suas áreas de responsabilidade.

Reconhecido o problema, o próximo passo é descobrir qual é realmente o problema. Na etapa anterior, você reconheceu qual era o resultado indesejável que você precisava resolver. Agora trata-se de analisar e identificar qual é o problema.

No início de abril, viajei a São Paulo para participar do Fórum HSM de gestão e liderança. Na viagem de volta, estávamos eu e meu colega Pedro Pivoto dentro do mesmo avião para retornar para Brasília quando fomos avisados pelo comissário de bordo que precisávamos trocar de aeronave. Pensamos eu e ele que era melhor trocar de aeronave enquanto ela estava no solo e não depois.

Como estávamos nas últimas fileiras, fomos os últimos a entrar na segunda aeronave e, como era de se esperar, não havia espaço para nossas malas. Isso acontece porque muita gente não respeita o limite máximo de bagagem de mão permitido. Esse é um resultado indesejável que traz muitos problemas, pois gera incômodo para os passageiros, gera atraso nos vôos e, no nossa caso, deixa os passageiros com a sensação de mau atendimento.

A comissária do vôo olhou a bagagem e disse que ela teria que ser despachada. Disse a ela que isso era um absurdo, visto que na aeronave anterior as bagagens estavam alocados no bagageiro. Ela respondeu que isso era devido a falta de senso das pessoas em não respeitar o limite máximo de peso para bagagens de mão.

E aí vem a pergunta: Será que esse é realmente o problema? A falta de senso de comunidade em respeitar o limite de peso máximo para bagagens de mão? O que levaria uma pessoa a andar por todo um aeroporto carregando malas pesadas?

Pessoas gostam de conforto e muitas vezes estão dispostas a pagar por isso, se for de graça aí que elas gostam mesmo. Mas se elas gostam de conforto e carregar malas dentro de um aeroporto é extremamente desconfortável, por quê elas carregam malas? O que as levaria a abrir mão do conforto de despachar a mala e não ter que carrega-las pelo aeroporto?

A resposta é que elas preferem o desconforto de carregar malas do que o desconforto maior de esperar por elas na esteira de bagagem. Esse é realmente o problema. É a demora do serviço de esteira de bagagens que faz com que as pessoas não respeitem o limite de peso máximo para bagagens de mão e não sua falta de senso de comunidade.

Identificar erroneamente qual é realmente o problema leva a aplicar a solução errada, o que pode se tornar em um desastre. Nesse caso, é preciso criar dentro das empresas uma cultura de questionamento constante para identificar quais são realmente os problemas existentes dentro das empresas.

É preciso incentivar dentro das empresas uma cultura de enfrentamento dos fatos, que valorize a verdade e a gestão baseada em fatos. É preciso não ter medo de ver os fatos como eles verdadeiramente são. É a cultura onde se espera que os gerentes se comuniquem, para o time e para cima, não somente os bons resultados, mas também o que não está indo bem e precisa ser encarado como é, de tal modo que possa ser consertado. Uma cultura onde se valoriza a busca de dados e fatos para analisar eventos e não somente opinião e intuição, que também são importantes, mas não podem ser o único recurso utilizado no reconhecimento e na solução de problemas.

Existem muitas pessoas que não gostam de encarar de frente seus problemas e tem a atitude de “não quero enxergar a verdade dos fatos”. Isso as torna a iguais a medianidade dos gerentes. Se você quer ser diferente, não faça como a maioria, encare de frente a verdade. Afinal de contas, como afirmou Theodore Rubin: “O problema não é que existem problemas. O problema é esperar que seja de outra forma e pensar que ter problemas é um problema.”

fonte: http://marcelao.wordpress.com/

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Internet tem cursos gratuitos para quer aprender


Com um pouco de disciplina, vontade de aprender, computador e acesso a internet, é possível estudar e tornar seu negócio mais competitivo sem gastar.

Instituições como a Open Course Ware Consortium são exemplos disso. Ela congrega escolas, faculdades e universidades de todo o mundo e oferece cursos gratuitos de alta qualidade técnica e educacional em forma de publicações digitais.

São mais de 200 instituições educacionais associadas em todo o globo.

No Brasil, a FGV (Fundação Getulio Vargas) é conveniada. De instituições estrangeiras, tem até cursos no concorrido e respeitado MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Outro canal importante de informação é o The Open University, website que reúne 570 cursos gratuitos, alguns até com certificado.

A maioria não exige qualificações específicas, e todo o material didático foi desenvolvido por professores e alunos dessas instituições.

Entre as centenas de assuntos abordados estão gerenciamento estratégico, negócios sustentáveis, liderança, inovação e marketing.

Veja algumas instituições que oferecem cursos gratuitos:

Fundação Getulio Vargas
A faculdade pede que o estudante preencha um cadastro caso queira receber uma declaração de término dos cursos. Para isso, é preciso acertar 7 entre 10 questões no fim das aulas.

Os cursos têm, em média, de 5 horas a 15 horas de duração. Entre os ofertados estão "Fundamentos de Gestão de Custos", com as principais diferenças entre as contabilidades gerencial e financeira; "Produto, Marca e Serviços", que agrega desde design de embalagem até análise de marcas; e "Fundamentos da Gestão de TI", com conceitos do papel da tecnologia nos negócios.

Kutztown University of Pennsylvania
Com uma lista com 90 cursos on-line gratuitos, tem um que ensina a elaborar plano de negócios, além de abordar gestão e planejamento estratégico. Outro apresenta técnicas de gerenciamento. Conta ainda com cursos específicos na área de finanças e sobre negócios internacionais.

MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)
Além de cursos, o MIT disponibiliza uma série de materiais para livre consulta como estudos de caso, notas industriais e simulações de gerenciamento que foram utilizadas nas aulas do instituto. Elas estão disponíveis com licença do "creative commons", um projeto mundial que permite a cópia e disseminação das informações para fins não comerciais, com a autorização prévia dos autores.

A maior parte desse material engloba gerenciamento estratégico, negócios sustentáveis, liderança, inovação. Todo conteúdo está em inglês.

Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)
O Sebrae tem um braço educacional voltado ao empreendedor. Os cursos vão desde como aprender a empreender até questões mais técnicas como planejamento financeiro, noções de excelência, uso da internet em pequenos negócios, gestão de cooperativas e até atendimento ao cliente.

The Open University
Na área de negócios, há cursos de finanças, marketing, gerenciamento e comunicação empresarial. A maior parte deles está organizada em etapas. Isso permite que estudantes iniciantes comecem seus estudos pelo primeiro módulo e evoluam aos níveis mais qualificados. O conteúdo está em inglês.

(*) Fonte: Folha de São Paulo

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Orkut ontem, Facebook hoje e amanhã?


Bem-sucedido na internet e nas telas dos cinemas, o Facebook também está ganhando adeptos e chamando atenção no Brasil. De maneira sorrateira e constante, a maior rede social do mundo está crescendo rapidamente no Brasil e deve desbancar o Orkut num curto espaço de tempo.

Ao que tudo indica, a virada deve acontecer já em 2011 ou no máximo em 2012, pelas taxas de crescimento que o Facebook tem apresentado por aqui. Tanto isso é verdade que a Ford estrelou sua campanha do New Fiesta focada no site de Zuckerberg e com um slogan que remete a uma de suas funcionalidades (o botão “curtir”): “Chegou o carro que o mundo inteiro está curtindo”.

O Brasil, pelo tamanho do seu mercado e pela quantidade de horas que os internautas ficam conectados em redes sociais, é estratégico para qualquer gigante da internet, além de não ter os inconvenientes de se lidar com a censura, como no caso da China, por exemplo.

O Facebook demorou a focar seus esforços por aqui, deixando espaço para que o Orkut avançasse e se tornasse a rede social preferida dos brasileiros. No entanto, esta realidade está mudando tão rapidamente quanto o ambiente virtual.

Da mesma forma como se expandiu viralmente pelas universidades americanas, o Facebook tem ganhado mais adeptos brasileiros todos os dias, o que tem sido ajudado pelas ferramentas que o site disponibiliza para importação de contatos do Yahoo!, Hotmail, Skype, entre outros. Porém, somente o boca-a-boca e estas funcionalidades não explicariam seu crescimento. Afinal, por que Myspace, Bebo ou Hi5 não tiveram o mesmo sucesso? É importante analisar as diferenças entre Facebook e seus concorrentes para entender as razões de seu crescimento no mundo e também no Brasil.

Em primeiro lugar, o site criado por Zuckerberg tem uma espinha dorsal bastante poderosa: o feed de notícias. Ao contrário do que fazem seus concorrentes diretos, o Facebook coloca em evidência as atualizações feitas pelos usuários (e também pelos amigos deles), deixando o ambiente altamente colaborativo e interativo. O efeito imediato é que, sempre ao se acessar a home page, nada estará igual, porque diversas atualizações acontecem minuto a minuto, o que é essencial para que se mantenha o tráfego constante no site.

Afinal, ninguém gosta de ler jornal de ontem. Todo mundo está sempre procurando alguma novidade: um link para clicar, um vídeo para assistir, uma foto do último happy hour para curtir ou uma dica de restaurante para levar a namorada para jantar.

O Facebook, inteligentemente, trouxe a conversa entre amigos para o ambiente virtual, onde se pode saber de tudo sem sair de casa ou de qualquer lugar pelo celular. E, por isso, juntou diversas funcionalidades, como o compartilhamento de fotos, links, mensagens, vídeos, eventos, causas e muitos outros em um único lugar, ao contrário das outras redes sociais, deixando seu site muito mais dinâmico.

O Orkut, por sua vez, possuía até há pouco tempo apenas um scrapbook, no qual o usuário poderia deixar mensagens para seus amigos, algo mais próximo da web tradicional e do email do que do ambiente colaborativo da Web 2.0. Somente recentemente o Google adicionou um espaço para as atualizações dos usuários, mas que deixa muito a desejar se comparado com o ambiente do Facebook. A página inicial ainda está estática, sem graça, fazendo com que os internautas se cansem logo dela.

Outro concorrente, o Twitter, tem uma estrutura simples, focando mais no compartilhamento de mensagens e notícias online (mas com limite de caracteres, o que o levou a ser apelidado de “microblog”) e menos nas complexas trocas de experiências entre usuários.

Por conta disso, é largamente usado por jornalistas, celebridades e políticos (justamente aqueles que têm mais necessidade de se expor para o público em geral). A sua capacidade de atração de usuários que desejam trocar informações pessoais com amigos, juntamente com fotos ou vídeos, porém, é bastante limitada.

Para minimizar esta desvantagem e a fim de evitar um revés futuro com uma possível perda de seguidores, a empresa mudou recentemente sua página inicial acrescentando novas funcionalidades e permitindo o compartilhamento de fotos.
Mesmo assim, ao contrário do Orkut, o Twitter está melhor posicionado no mercado virtual por focar num segmento específico, não tendo pretensão de atuar como uma rede social, mas sim como um provedor de notícias instantâneas.

Outro fator de diferenciação do Facebook é seu bate-papo incorporado ao site, facilitando a troca de mensagens entre amigos - o que é uma clara ameaça ao MSN. Afinal, o software da Microsoft é apenas um comunicador com funções limitadas, não permitindo uma troca de experiências mais aprofundadas entre seus integrantes, como numa rede social. Além disso, a vantagem do bate-papo do Facebook frente ao Messenger é que ele permite que o usuário possa conversar com todos os seus amigos automaticamente, sem a necessidade de ter de procurar seus emails para adicioná-los, além de ser fácil e rápido de usar.

É claro que ainda é uma versão bastante simples e sem muitas funcionalidades (se comparada ao MSN), mas é somente uma questão de tempo para que o Facebook incorpore melhorias. Um reflexo desta situação foi a reação do Messenger na sua versão 2011, com a incorporação de uma funcionalidade nova de integração do programa com os feeds das redes sociais, tentando minimizar seu isolamento. No entanto, esta reação tardia poderá ser insuficiente e o MSN talvez acabe seguindo o mesmo caminho do ICQ.

Em terceiro lugar, o Facebook soube alavancar seu site mantendo-se fiel às suas origens; ou seja, por meio da filosofia do open source, ou código aberto (que é a base do Linux, por exemplo). Desenvolvedores do mundo inteiro passaram a usar a rede social como uma plataforma, criando milhares de aplicativos para serem utilizados gratuitamente pelos seus usuários.

Um exemplo disso são os jogos online desenvolvidos pela Zynga, empresa norte-americana de São Francisco fundada em 2007. Entre eles, estão os famosos Farmville e Mafia Wars. Os números impressionam: são mais de 350 milhões de usuários ativos por mês e mais de 65 milhões que acessam seus jogos todos os dias. Ou seja, trata-se de uma simbiose, na qual tanto a rede social quanto o desenvolvedor ganham.

Enquanto o Facebook atrai internautas e hospeda o aplicativo, o desenvolvedor gera tráfego e fideliza os usuários, fazendo com que se acostumem a acessar o site diariamente. E tudo isso foi construído tendo como base o open source, que foi acertadamente adotado desde o início pelo Facebook. Por outro lado, as outras redes sociais concorrentes não souberam explorar este aspecto no princípio e acabaram sendo forçadas a também abrir seus códigos para não ficarem para trás.

Se por um lado uma plataforma aberta para desenvolvedores contribuiu positivamente para o sucesso do Facebook, por outro a privacidade dos usuários também foi igualmente essencial. A lógica de construção da rede social de Zuckerberg é baseada na premissa de que seus usuários desejam se conectar apenas a pessoas que conheçam, ou seja, seus amigos.

Como num clube, o que importa é a exclusividade. Portanto, é necessário ter realmente algum tipo de vínculo com algum conhecido para que seja possível adicioná-lo. A busca é feita através dos contatos armazenados nos serviços de email ou no perfil de amigos.

O Orkut, por outro lado, acabou pisando muito na bola neste aspecto, já que a toda hora uma pessoa desconhecida poderia enviar um pedido de amizade e inúmeros perfis falsos se espalharam pelo seu banco de dados.

Inclusive, a perda de controle foi tamanha que o Google teve que se explicar diversas vezes frente à justiça brasileira, uma vez que suas páginas abrigavam pedófilos, criminosos, racistas entre outros. Esta situação contribuiu para a divulgação de uma imagem negativa do Orkut no país, ao passo que o Facebook, com sua estrutura mais reservada, não sofreu do mesmo problema.

Em quinto lugar, o desenho do Facebook e de suas funcionalidades é bastante simples, fácil de usar e intuitivo. Quem começa a acessá-lo não demora muito para aprender sua lógica e a se tornar um especialista no assunto.

Como parte desta estratégia de simplicidade, surgiram algumas sacadas geniais, como os botões ”curtir” (o vedete da campanha da Ford) e “cutucar”, que permitem aos usuários chamar a atenção de outras pessoas, mas de uma forma irreverente. Nenhuma outra rede social possui estas inovações, o que coloca o Facebook na frente mais uma vez.

Como contraponto, o Myspace, por exemplo, é bastante confuso, carregado de imagens, vídeos, anúncios por todos os lados e com uma navegação pouco intuitiva. Recentemente, passou por uma repaginação exatamente para se tornar mais fácil de usar e com uma aparência mais clean, visando estancar sua perda de usuários para o Facebook.

Aliás, também acabou reposicionando sua marca, não tendo mais como estratégia ser uma rede social de uso generalizado, mas sim relacionada à música e voltada para um público mais jovem, numa tentativa de reverter os estragos feitos pelo seu principal concorrente.

Desta forma, o Myspace se reinventou adotando uma estratégia acertada, com foco num segmento diferente do mercado e com um novo posicionamento, evitando, portanto, que seu fim fosse decretado no futuro próximo, como parece ser o caso do Bebo.

Em conclusão, o Facebook passou a reinar sozinho no mundo das redes sociais por ser claramente um produto superior aos outros em diversos aspectos: acessibilidade, rapidez, simplicidade, inovação, exclusividade, irreverência, atualização e compartilhamento.

Twitter e Myspace não rivalizarão muito com sua liderança e deverão sobreviver porque adotaram posicionamentos claros e voltados para segmentos específicos. Por outro lado, o Orkut está seriamente ameaçado pelo fato de focar no mesmo público do Facebook e de oferecer as mesmas funcionalidades, mas com um produto inferior.

Caso não mude seu foco, deverá perder espaço rapidamente, o que já ocorreu em mercados em que era líder, como na Índia. Assim como o Orkut, o MSN também está em risco, ainda que menor, já que a tendência é que mais e mais pessoas passem a usar o comunicador integrado à rede social.

Finalmente, analisando-se o Facebook por um ângulo sociológico, foi a rede social que mais facilitou a interação entre as pessoas, estimulando uma intensificação da comunicação que era inimaginável pouco tempo atrás. Porém, esta necessidade básica de se comunicar é algo estático, imutável, mas não a forma de satisfazê-la, que estará sempre em movimento. Ou seja, não basta ao Facebook ser bom hoje, é importante estar em constante mudança no ambiente virtual para ser bom amanhã também.

Existem diversos exemplos de marcas e empresas que não conseguiram inovar ou mostrar mais valor ao consumidor: Netscape (navegador), HotBot (buscador), Napster (P2P), Geocities (construção de sites) ou Google Answers (serviço de respostas). Portanto, o sucesso futuro do Facebook dependerá de sua capacidade de se reinventar constantemente e de encontrar formas de interação melhores com seus usuários.
Caso contrário, sempre haverá um garoto de 20 anos de Harvard pronto para criar um site mais inovador e cool, que satisfará melhor as necessidades dos seus clientes e se tornará o Facebook do futuro.

Antonio Pedro Alves (Formado em administração pela FGV, com MBA em Marketing pela FIA-USP. Atuou em diversas multinacionais, na venda direta, na indústria e no varejo, entre elas Avon, Reckitt Benckiser, Wal-Mart e Grupo Pão de Açúcar. É executivo de marketing, palestrante e editor-chefe do Venda Muito Mais e do Blog de Marketing Vendendo Bem).

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Carência de Talentos nas Empresas - Entrevista

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Crescer com ética e fé


Especialista traça a evolução dos trabalhadores da época industrial com os dias atuais, citando o forte crescimento da China em comparação com os demais países

Nos idos da Revolução Industrial, não era fácil ser um trabalhador. As fábricas eram precárias, abafadas, sujas e com péssima iluminação. Os empregados, inclusive as crianças, chegavam a trabalhar 18 horas por dia e até estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões.

Os salários mal supriam as necessidades alimentares das famílias e não havia direitos trabalhistas, como férias, auxílio doença, 13º salário ou descanso semanal remunerado.

Em pleno século 21, a China não chega a reproduzir as condições aviltantes da Inglaterra do século 18, mas é certo que sua competitividade em preços deve muito à exploração exacerbada da mão-de-obra.

As jornadas podem chegar a 15 horas diárias, o descanso semanal remunerado é exceção nas empresas e muitas fábricas atrasam os salários durante meses, além de reterem os documentos dos funcionários, evitando assim que eles abandonem o emprego. Não deixa de ser um tipo de escravidão.

Por isso, quando se ouve falar do impressionante crescimento chinês, deve-se questionar: qual é o preço que a sociedade está pagando por esse desempenho econômico?

Claro que tem havido um resgate efetivo de muitas pessoas que estavam abaixo da linha da pobreza. Mas, não podemos achar que tudo corre às mil maravilhas.

Seja no que concerne às condições oferecidas aos trabalhadores, seja no âmbito do Meio Ambiente, a China de hoje e a Inglaterra de ontem em muito se assemelham.

Ambas transformaram florestas em carvão, envenenaram o ar e comprometeram a saúde de seu povo. Trata-se de um modelo de desenvolvimento diametralmente oposto ao que buscamos no Brasil, onde as empresas, cada vez mais, se comprometem com a proteção ao meio ambiente, com a responsabilidade social e com o respeito às comunidades onde estão inseridas. Somos um País cristão e sabemos que o crescimento depende de posturas humanas e fraternas nas relações trabalhistas.

Em vez de aderir a um modelo predatório, e que a longo prazo tende a se revelar insustentável, o empresário brasileiro se esforça para estar enquadrado nas diretrizes que pautam o conceito de sustentabilidade.

Muitas vezes, ele faz isso a duras penas, pois o nosso País tem uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo, entraves burocráticos de toda natureza e uma legislação trabalhista que, já não responde às necessidades do mundo moderno.

E, enquanto os chineses devastam seus recursos como se não houvesse amanhã, nós temos uma legislação ambiental que chega a extrapolar o bom senso com suas exigências e restrições.
Ainda assim, salvo raras exceções, o empresariado brasileiro nada fica a dever às boas práticas adotadas no mundo desenvolvido. E ele está cada vez mais atento às muitas implicações que suas decisões podem ter — implicações não somente econômicas, mas também éticas e morais.

Afinal, como disse o papa João Paulo II, a empresa não é apenas de seus sócios, mas, também, de seus trabalhadores e de toda a sociedade para a qual gera matérias-primas, produtos ou serviços. Um patrimônio coletivo.

É importante termos isso em mente quando invejarmos os 10% de crescimento econômico que a China vem alcançando ano após ano. Pois os nossos resultados, embora mais modestos, são consistentes e servem de alicerce para a construção de uma sociedade cada vez mais justa e equilibrada.

João Guilherme Sabino Ometto (Engenheiro (EESC/USP), é vice-presidente do Grupo São Martinho, vice-presidente da FIESP e coordenador do Comitê de Mudanças Climáticas da entidade)

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Rebecca Black e o marketing de resultado nas Redes Sociais


Antes de pensar em uma ação viral nas redes sociais, defina o seu planejamento e tenha claro o que você exatamente quer e quem deseja atingir. A comunicação muitas vezes é um estímulo e é o receptor da mensagem que vai definir se o produto é bom ou não.

Quem já teve a oportunidade de ir a uma de minhas palestras sabe que sou um fã de carteirinha de Stefhany Absoluta, aquela mesmo do Cross Fox, uma das primeiras web celebridades da cena musical brasileira.

Hoje, seu canal no Youtube conta com mais de 13 milhões de acessos e, de certa forma, coroa nossa cultura popular e demonstra na prática um pouco do padrão de consumo web de nosso país.

Somente para comparação, o astro Luan Santana, que no ano passado foi quem mais vendeu música no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Disco, com 232 mil CDs, têm mais de 60 milhões de acessos a seus vídeos.

Nas últimas semanas, um novo fenômeno tomou conta do universo digital. É a simpática e irritante garotinha de 13 anos, Rebecca Black, dona do hit Friday, que em pouco mais de um mês superou os 60 milhões de views.

O que chama atenção no caso de Rebecca foi a rejeição em massa (89%) a sua música, que é considerada pelos internautas a pior música de todos os tempos. Esta rejeição e exposição gerou comoção na web.

Celebridades como Lady Gaga saíram em defesa da jovem aspirante à estrela. O principal ponto aqui, para nós envolvidos com comunicação, é a comprovação de que nem sempre volume de views e alcance é igual a resultado de vendas.

Na semana passada, o mercado global da comunicação recebeu com surpresa a notícia de que a empresa Burger King estava deixando de trabalhar com a premiada e badalada agência Crispin Porter & Bogusky, uma das pioneiras em ações virais.

Outra informação que causou espanto para os profissionais de Marketing Digital foi o fato de que a Pepsi perdeu a segunda posição em vendas no competitivo mercado de refrigerantes americano.

E, finalmente, outra ação viral muito questionada foi o comercial ‘The Force”, da VW, em que diversas pesquisas demonstraram que, apesar de um sucesso viral, se falou muito pouco do produto, que era o Passat.

Em contrapartida, outras empresas conseguiram catapultar suas vendas, como a Old Spice e sua épica campanha “The Man Your Man Could Smell Like”, os bebês da Evian e o lançamento do novo Focus pela Ford americana.

O que muitas vezes esquecemos é que uma ação nas redes sociais, que acabam se tornando uma forma de mídia, requer planejamento e principalmente um objetivo claro de comunicação. Precisamos definir se queremos aumentar a presença da marca, criar um canal de atendimento, uma forma de promover ou de aumentar as vendas.

Assim como no universo offline, o início de tudo deve ser o planejamento de comunicação e as redes sociais são apenas um dos caminhos para se alcançar um resultado integrado.
Lembro que a comunicação muitas vezes é um estímulo e é o receptor da mensagem que vai definir se o produto é bom ou não. Aí, Rebecca, sou obrigado a concordar com a maioria!

Almir Neves (Diretor Executivo da empresa de educação Click Conhecimento e professor de Marketing)

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De onde vêm as boas ideias?

De onde vêm as boas ideias?
Vídeo do prof. Steven Johnson sobre o tema.

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Sua empresa é uma escola?

Prof. Vicente Falconi - Março de 2011

1 - Estamos sofrendo com a falta de pessoas qualificadas, com a rotatividade e o custo de mão de obra chegando às alturas. Em sua opinião, qual deve ser o papel das empresas na formação de mão de obra qualificada no país?

Anônimo

Há uns 45 anos visitei a Embraer para ver o primeiro modelo do turboélice Bandeirantes. Recentemente voltei mais uma vez à empresa, que hoje fabrica aviões pressurizados a jato - alguns dos quais estão entre os mais modernos do mundo. É nítido o quanto os engenheiros da Embraer aprenderam nesses últimos anos. Urna empresa pode ser comparada a um ser vivo que aprende. E, quanto mais conhecimento direcionado a seus resultados uma companhia consegue acumular, mais desenvolvida ela será. Isso é válido para qualquer ramo. Quanto mais urna empresa parecer uma escola, mais ela estará assegurando seu futuro.Recomendo-lhe investir pesado em treinamento porque esse é o dinheiro mais bem gasto que conheço. Existem diretores de diversas empresas que são contra esse tipo de investimento sob o argumento de que "não adianta nada gastar e perder o empregado logo em seguida", ou que "não vale a pena investir dinheiro e tempo para treinar profissionais que podem ir para concorrentes e levar todo o conhecimento".

Quando você perde seus recursos humanos qualificados, pergunte primeiro qual o problema com sua empresa e por que ninguém quer ficar. É sempre bom fazer uma autocrítica nesses casos. Por outro lado, algumas vezes o próprio contexto leva a uma rotatividade maior de pessoal. Sempre que o Brasil acelera seu crescimento, falta gente qualificada. Isso já aconteceu de forma grave na primeira metade da década de 70.

Tudo leva a crer que o pais entrou num período longo de desenvolvimento, e seria aconselhável que as empresas se preparassem para compensar essa falta de gente. Treinar é barato. Caras são as perdas incorridas na produção de mercadorias e serviços por pessoas sem treinamento. Equipamentos quebrados, defeitos de produção e clientes insatisfeitos são coisas que afetam muito mais o caixa do que os treinamentos.

Temos clientes que decidiram eles mesmos cuidar da formação de seu pessoal por falta de opção. Mas eles agora percebem que, se bem preparados, esses treinamentos são até melhores que os realizados fora da empresa. A razão é simples: sempre se pode dar exemplos concretos da companhia, e as escolas não conseguem prover esses exemplos vivos. Aconselho-o a ficar com um olho no treinamento e outro no índice de rotatividade de pessoal, desenvolvendo políticas que deixem os funcionários satisfeitos com sua empresa e, assim, reduzindo a perda de bons profissionais.

2- Trabalho numa rede de supermercados que só agora começa a ser administrada de forma moderna. Todos os nossos processos ainda são bem arcaicos, mas já começamos a adotar uma postura voltada para pessoas, metas e resultados. Neste momento estamos buscando criar nossa estratégia, bem como definir os rumos da empresa. Considerando que nosso ramo de atividade é o comércio, que vive da velocidade das vendas do dia a dia, como envolver a empresa toda nesse processo, de uma só vez, sem paralisá-Ia?

Marco Antonio Cruz, de São Paulo

Pelo que pude observar, sua administração da rotina ainda é fraca. Creio que, numa hora dessas, o mais importante é cuidar do dia a dia e assegurar que o organismo empresarial funcione bem. As compras são bem-feitas, as vendas ocorrem normalmente, a reposição é perfeita, entre outros indicadores de eficiência? Observe a natureza. Enquanto você lê este texto, não está preocupado com sua respiração, digestão, circulação sanguínea e com o funcionamento de seu sistema nervoso. Para que você possa aprender e melhorar sua vida é necessário que a rotina de sua saúde esteja bem.

O mesmo ocorre com as organizações. Eu daria total prioridade a arrumar a casa, acertando todos os processos, treinando as pessoas, desenvolvendo a cultura certa, mantendo limpeza absoluta e organização perfeita. Quando você tiver a certeza de que pode ficar despreocupado, então vale a pena se preocupar em rever sua estratégia e procurar as demais melhorias necessárias para crescer. Só com a adoção de um bom gerenciamento da rotina seus resultados já irão melhorar substancialmente.

Procure estabelecer o desdobramento de suas metas. Isso pode ser feito por etapas, em cascata, num processo baseado nas lacunas encontradas em cada nível da empresa, sem que os funcionários tenham de parar de fazer o que já fazem. Não se esqueça de ajudar as pessoas a fazer seus próprios planos de ação. Descobri, após anos de experiência com a realidade, que a maioria das pessoas não sabe montar planos de ação. Após ter seus planos prontos, eu recomendaria acompanhar de perto a execução, já que somos todos procrastinadores - é quase uma regra que deixemos tudo para depois. São medidas muito simples e trazem ganhos substanciais.

Prof. Vicente Falconi é consultor e sócio-fundador do INDG.

Fonte: Revista Exame - Edição 988 - 17/03/2011.

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“Precisamos começar a executar”



“Precisamos começar a executar”. Esta foi a síntese do talk show com Vicente Falconi durante o segundo dia do Fórum HSM de Gestão e Liderança 2011. Confira os principais destaques.

O professor Falconi abriu o bate-papo afirmando que está convencido de que já existe nas empresas uma quantidade de conhecimento muito grande. “O que falta nas empresas é execução, mas principalmente, fazer o que precisa ser feito. Nós precisamos começar a executar”. Para ele, as coisas simples podem ser executadas. “A cultura da não execução é uma coisa dramática, ainda mais quando existe a cultura da procrastinação. O fato fundamental é o seguinte: se eu não executar, nada acontece”.

Método

Falconi explicou que o filósofo francês René Descartes escreveu o livro O Discurso do Método, por volta de 1600. Para ele, método é a busca da verdade para se atingir os resultados. “É você tomar decisões baseadas na verdade, entender e continuar”. Para ele, há as verdades mostradas na análise dos dados e fatos. E as empresas, na grande maioria, não trabalham com elas. As pessoas vivem tomando decisões, que custam milhões, baseadas em opiniões. Ele afirma que todo gestor deveria ler Descartes.

“Afinal, o que é gestão?”, questiona. “Gestão é promover resultados, é resolver problemas, promover mudanças, buscar métodos. Você não consegue mudar uma meta, sem fazer gestão”. O professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais ensina que método é a soma das palavras de origem grega meta e hodos.

Para ele, meta é o resultado a ser atingido e hodos, o caminho para atingi- lo. “Você gerencia para conseguir resultados e, sabendo o caminho, será uma gestão muito melhor. Muitos definem estratégia dessa maneira, mas isso acontece porque estratégia se baseia em método”. O método é único: constitui a busca e o conhecimento da verdade. É tomar decisões baseadas na verdade, executar e continuar.

Se gerenciar é perseguir resultados, não existe gerenciamento sem método. O método é então a essência do gerenciamento. “Gestão é método”, afirmou, explicando que essa busca pela verdade, contida nas informações organizacionais de hoje, é que fornece a orientação necessária para a boa tomada de decisão. “Tomada de decisões com base em opiniões torna-se muito cara e, algumas vezes, desastrosa”.

Para que existe uma empresa?

Falconi ressalta que todos precisam sobreviver, e as empresas são constituídas para satisfazer as necessidades das pessoas. O método provê uma maneira organizada e racional para essa participação. Passa então a ser do interesse de toda a organização elevar continuamente o nível de conhecimento de todas as pessoas de tal forma que possam atingir resultados cada vez melhores.

Para ele, o primeiro conceito de gestão trabalhado é o foco. Se você perguntar a qualquer diretor de empresa sobre foco, ele vai responder: foco financeiro, ou foco no cliente, ou foco no funcionário, ou foco na sociedade. São as áreas que esses executivos mais apóiam.

Mas o foco tem que ser de toda a empresa, não tem efeito se for apenas do executivo sênior. “Quando temos foco, todo mundo precisa ter conhecimento dele”. Isso quer dizer que as pessoas que executam o trabalho em toda a empresa precisam ter a noção desse foco para poder praticá-lo e para que, assim, haja execução.

O que foi no passado chamado de qualidade total. “Qualidade é satisfação e total é para todos. Uma empresa que sonhe qualidade total é uma empresa que se paute em levar qualidade total para todos. “Nem sempre é fácil. O que eu defendo é realmente o foco financeiro. O controle financeiro precisa ser forte”.

Falconi explica que a essência do trabalho numa organização é atingir resultados e, portanto, o domínio do método, por todas as pessoas, é fundamental. Isso é válido para todas as pessoas de uma empresa, desde seus diretores até os operadores, que devem ser envolvidos no método de solução de problemas para atingir os resultados necessários. “Qualquer que seja o nível educacional do funcionário de uma organização, o método que usa é o mesmo. Isso viabiliza criar uma linguagem gerencial comum e conduz a uma participação natural de todas as pessoas no gerenciamento da empresa”.

Durante o bate-bato, Falconi afirmou que existem três fatores que são fundamentais para que se obtenham resultados extraordinários: liderança, conhecimento técnico e método.

Inovação no Chile


Copio a seguir o texto do Tiago Pereira no Update or Die:

“O governo chileno está convidando pensadores do mundo inteiro para começarem seus negócios no Chile. A intenção deles é bem legal: querem transformar o país no principal eixo de inovação da América Latina. No primeiro ano do projeto, 2010, eles convidaram 25 equipes e investiram 40.000 dólares em cada. Em 2011, a ideia é trazer 300 equipes. Se você tem alguma ideia de startup e está correndo atrás de investimentos, essa é uma boa chance. (pelo nível do site e do vídeo, dá pra ver que tem um trabalho bacana de nation branding sendo feito – o que parece não acontecer aqui.)”

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Fórum HSM Gestão e Liderança

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Aprenda a ser criativo com Ken Robinson


Para o especialista em criatividade, inovação e pessoas, o pensamento criativo não vem do esforço individual, mas do trabalho em equipe. Confira a entrevista completa.

Nomeado cavaleiro do reino pela rainha Elizabeth II em 2003, Sir Ken Robinson é especialista em criatividade, inovação e pessoas. Assessor de empresas e governos sobre estratégias para desenvolver a criatividade e autor de Out of our minds (ed. Capstone ) e The element (ed. Vikin g), ele diz que o pensamento criativo não vem do esforço individual, mas do trabalho em equipe

Como o sr. define o conceito “criatividade”?
Há três palavras-chave nesse assunto. A primeira é “imaginação”, a fonte de criatividade. A imaginação é nossa capacidade mais extraordinária, que nos permite trazer à mente algo que não está disponível para ser captado por nossos sentidos. Com imaginação podemos reviver o passado, assumir o lugar de outra pessoa e ter empatia com ela, ou antecipar o futuro –não prever, mas antecipar diferentes possibilidades.

Tudo o que é distintivamente humano provém do poder da imaginação. A segunda palavra é “criatividade”, que consiste em colocar a imaginação para trabalhar. Outra maneira mais formal de definir a criatividade: o processo de geração de ideias originais que tenham valor. Você pode ser criativo em matemática, música, artes, na gestão de uma empresa, na condução de uma família. Tudo é fonte potencial de pensamento criativo.

“Inovação” é a terceira palavra-chave. Significa colocar as boas ideias em prática. Muitas empresas estão interessadas em inovação, mas elas não podem inovar da noite para o dia. Antes precisam ter um processo de criatividade e, para isso, devem incentivar e promover a imaginação. Nesse ponto várias organizações e indivíduos falham: deixam de alimentar a imaginação.

Muitas vezes me pergunto como é possível incentivar a imaginação, e respondo que uma forma é com novas experiências. Se você nunca foi a uma galeria de arte, visite alguma; se nunca viu balé, assista a um espetáculo; se não costuma ir a eventos esportivos, vá a um; se sempre segue o mesmo caminho de casa para o trabalho, tente um diferente. Estimule sua imaginação com um novo fluxo de ideias.

Algumas empresas têm políticas específicas para estimular a imaginação dos funcionários, como o estúdio de animação Pixar, que criou um programa de treinamento chamado Pixar University, com palestras sobre diversas matérias realizadas nos escritórios da empresa.

Os funcionários podem passar até quatro horas por semana em qualquer curso, como os de antropologia ou egiptologia; não é necessário que o assunto esteja diretamente relacionado com seu trabalho cotidiano.

Um efeito dessa política é que ela gera um fluxo constante de novas ideias. Como é permitido freqüentar qualquer curso, funcionários de diferentes setores costumam se encontrar em seminários e conferências, o que ajuda a criar uma cultura coesa,
um sentimento comum a todos.

Mas como passar da imaginação para a criatividade e inovação?
A criatividade é um processo diligente. Você pode ser criativo em qualquer área. A Pixar é criativa no negócio do entretenimento; a Procter & Gamble, no de produtos de consumo. Sua estratégia de inovação é muito diferente da Pixar. Incentiva a colaboração entre funcionários de diferentes áreas, com a contribuição
de pessoas e pesquisadores externos. A Cisco Systems, por sua vez, forma equipes interdisciplinares, com forte ênfase na colaboração.

As empresas cujos departamentos operam de maneira isolada e onde as pessoas só falam de sua especialidade estão menos propensas a acender a centelha da criatividade do que as que incentivam o intercâmbio de ideias entre funcionários de diferentes setores e de distintas especialidades.

Em suma, para incentivar uma cultura de inovação, deve-se reconhecer que o pensamento criativo não vem do esforço individual, e sim da colaboração,
do trabalho em equipe, de combinar as ideias das pessoas.


Além das equipes interdisciplinares, algumas empresas estimulam a criatividade dando um tempo livre para que os funcionários pesquisem o que quiserem. Isso funciona?
É uma política inteligente, que dá bons resultados. A disciplina é necessária, mas são fundamentais também o descanso e as etapas de maturação, para que as ideias se desenvolvam.

Um exemplo simples: quando não conseguimos nos lembrar de um nome por mais que nos esforcemos, o melhor que podemos fazer é não pensar nisso e, meia hora mais tarde, acabamos nos lembrando espontaneamente. O pensamento intencional ocorre na parte frontal do cérebro; no entanto, ali também se formam conexões inconscientes e boa parte das ideias criativas.


Qual é o papel da emoção no desenvolvimento da imaginação?
A emoção ganhou má fama no século 18, durante o Iluminismo, quando os filósofos deliberadamente tentaram minimizar seu impacto. Com Descartes, os grandes escritores da época argumentaram que, para a aquisição de conhecimentos, temos de aplicar um rigoroso processo de raciocínio lógico respaldado por evidências empíricas.

O filósofo Hume dizia até que era preciso erradicar os sentimentos do processo lógico, porque eles distorciam a verdade. Temos vivido com essa ideia desde então. Crescemos pensando que há sentimentos de um lado e racionalidade de outro e que podemos confiar no intelecto, mas não nos sentimentos. Assim, a psiquiatria tem se dedicado a corrigir os efeitos negativos das emoções. Entretanto, as emoções também têm efeitos positivos, e cada vez mais se fala dos benefícios da felicidade.


O sr. afirma que a maioria das pessoas acha que não é criativa ou inteligente. A que atribui isso?
As pessoas têm uma visão muito limitada da inteligência, acreditando que é uma espécie de pensamento racional medido por testes de QI. Eu, ao contrário, defendo que a inteligência é muito diversificada e que existem maneiras de pensar diferentes.

Algumas pessoas pensam visualmente; outras, por meio do som ou do movimento; e outras, ainda, de forma matemática.

Os pintores têm ideias visuais; não se trata de tentar compensar a falta de habilidade verbal, nem de converter as sentenças em imagens. Os músicos escrevem textos e, em seguida, os transformam em notas musicais; eles pensam musicalmente. O cérebro humano é interativo. Fala-se muito dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro, porém a ação real acontece nas conexões entre ambos. O cérebro não é um sistema mecânico, mas orgânico. Cada pessoa tem uma forma de pensar única. As grandes equipes criativas são as que reúnem indivíduos com diferentes experiências e habilidades, e convertem essas diferenças em ponto forte. De novo, a Pixar é um bom exemplo. Organiza equipes específicas para cada projeto e as dissolve quando o projeto termina, reorganizando novos grupos para as obras seguintes. Não é por ser do cinema que ela é criativa; é por fazer isso.

Fonte: HSM Management - Entrevista de Eduardo Braun publicada na Edição 83 – Novembro/Dezembro 2010, na página 8.

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